Uma denúncia de maus-tratos a alunos da Educação Infantil (até seis anos) de uma escola particular do bairro Água Verde, em Curitiba, se tornou o estopim para uma debandada em massa dos pais de alunos, que estão rescindindo o contrato de matrícula com a escola após receberem um vídeo com uma suposta agressão a uma das crianças. A agressora seria a própria dona e diretora da escola.

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A imagem circulou por grupos de pais em um aplicativo de mensagens e teria sido divulgada por uma funcionária da escola. A denúncia está sendo investigada pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria). Oficialmente, o nome da escola não foi divulgado.

Na tarde desta terça-feira (2), por volta das 15h, pelo menos quatro famílias foram até a escola para encerrar o contrato, entre elas a da podóloga Janaina Ribas Zak, 34 anos, mãe de uma menina de quatro anos. Ela deixou o local emocionada e preocupada com a situação. “Minha filha estuda aqui há dois anos. Nunca tivemos problema, mas não tenho como deixar minha filha aqui depois de saber o que aconteceu. Estou muito triste e sentida por ter que procurar outra escola, principalmente por causa dos amiguinhos da minha filha. Ela gostava de vir para aula”, disse a mãe.

Outros pais que deixaram o local, mas preferiram não dar entrevista, também estavam visivelmente emocionados. Eles carregavam os materiais dos filhos nas mãos. “Quase todos os pais estão encerrando a matrícula. Eles não conseguem segurar a emoção lá dentro da escola”, revelou Janaína, que cruzou com outros pais no interior da escola. A podóloga disse que muitos pais que vão trocar de escola nem sequer tiveram coragem de assistir ao vídeo, inclusive ela. “Prefiro não ver”.

O que diz a escola?

Em nota, a escola se posicionou por meio do advogado Helio da Silva Chin Lemos, cujo escritório foi contratado ainda no fim de semana, quando o vídeo com a suposta agressão começou a circular.

No posicionamento, a escola afirmou que “tem um histórico de mais de duas décadas comprometido com a educação e a formação de centenas de indivíduos”. A nota diz ainda que “a denúncia não define a conduta e a atuação da escola, a qualidade de seu histórico, nem a credibilidade de toda a equipe de profissionais que nela trabalham”. Assim como afirmado anteriormente, a escola informou que “os responsáveis estão à disposição das autoridades públicas para prestar todos os esclarecimentos necessários e se dedicam para, acima de tudo, preservar os alunos e conceder segurança no relacionamento com pais e prestadores de serviços envolvidos com a instituição”, finaliza a nota.

As investigações da denúncia seguem em segredo de justiça no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), por envolverem crianças.

*Até que as investigações envolvendo esta denúncia sejam concluídas, não divulgaremos o nome da escola. Comentários com este teor serão moderados.

Ao vivo!! Quinze testemunhas devem ser ouvidas neste segundo dia de audiências de instrução do caso Daniel. Siga em tempo real!