Bruno Martins Ribeiro, 22 anos, Kaique Ricardo Alves, 25, e Felipe Rafael de Castro, 30, são procurados pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Eles são apontados como os autores de um tiroteio numa festa de família que acabou com duas pessoas mortas e outras oito feridas em agosto do ano passado na Rua Frei Teófilo, no Capão Raso, em Curitiba.

Segundo a DHPP, a intenção do trio era a de matar Erik Pereira de Lima, conhecido como Chineque. “Acontece que eles atingiram não só o alvo, mas também outras pessoas. Inclusive duas delas morreram e não tinham nada a ver com a situação”, explicou Fábio Amaro.

O crime aconteceu enquanto acontecia um churrasco entre amigos e familiares. Conforme o delegado, Erik e os três atiradores pertenciam a uma mesma quadrilha, mas teriam começado uma disputa interna. “Uma disputa entre eles mesmo, buscando poder no crime”.

O crime aconteceu numa casa, onde há outras três residências no mesmo terreno. Foto: Átila Alberti.
O crime aconteceu numa casa, onde há outras três residências no mesmo terreno. Foto: Átila Alberti.

Os três atiradores estavam num Hyundai Ix35 e, fortemente armados, não pouparam munições para atingir quem estava no local. “Nós chegamos até eles através de um trabalho intenso de investigação, que demandou uma equipe e alguns meses. O carro foi abandonado certo tempo depois e, através de uma pericia feita no veículo, conseguimos encontrar vestígios, como impressões digitais”, explicou o delegado.

Desde que o trio foi identificado, a DHPP já fez algumas buscas por eles, mas nenhum dos suspeitos foi encontrado. “Por isso viemos pedir o apoio da população, que sempre nos ajuda a encontrar os autores de crimes. Dessa vez, contamos com a denúncia para prendermos estes três homens”, destacou Fábio Amaro. O contato da DHPP é o 0800-643-1121.

Alvo morto

Ainda conforme a Polícia Civil, Chineque, que era o alvo do tiroteio, não morreu naquele atentado. “Ele foi baleado, encaminhado ao hospital e sobreviveu. Mas não por muito tempo já que, dois meses depois, foi baleado de novo e acabou morto”.

Para o delegado, está quase certo que os atiradores que mataram Chineque eram os mesmos que provocaram o tiroteio no churrasco. “As armas usadas eram também de grosso calibre. Mas, embora acreditemos que sejam os mesmos homens, esperamos o confronto dos estojos”.

Estojos encontrados vão passar por perícia para polícia descobrir se foram os mesmos atiradores que mataram Chineque dois meses depois. Foto: Átila Alberti.
Estojos encontrados vão passar por perícia para polícia descobrir se foram os mesmos atiradores que mataram Chineque dois meses depois. Foto: Átila Alberti.

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