O auxiliar de produção Jutaí Pinheiro Barros, 39 anos, morreu após tentar pedir socorro numa residência do bairro Hauer, em Curitiba. A causa da morte dele ainda é obscura, visto que o dono da casa, um policial militar aposentado, deu dois tiros de advertência para impedir a invasão do homem ao imóvel. Os tiros não acertaram a vítima, mas ele logo tombou morto na calçada, fora da residência, com marcas de agressões no peito.

O caso ocorreu por volta das 5h40 deste domingo (11), na Rua major Fabriciano do Rego Barros, quase na esquina com a Rua Carlos de Laet. Conforme relatos colhidos pela polícia, Jutaí chegou na residência – bem provavelmente sem saber que era a casa de um PM – gritando e tentando pular o portão. Ele dizia frases como “Só quero me esconder”, “Estão querendo me matar”.

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O sargento aposentado, sem ter certeza do que realmente se tratava, deu alguns tiros de advertência (sem o objetivo de acertar o suspeito), para conter a invasão. Logo que conseguiu fazer o suspeito sair do portão, o policial entrou, chamou a Polícia Militar e, quando retornou lá para fora, percebeu que o homem estava imóvel, caído na grama.

Jutai morreu de forma misteriosa: com um tiro na mão e marcas de agressões. Foto: Denis Ferreira Neto.
Jutai morreu de forma misteriosa: com um tiro na mão e marcas de agressões. Foto: Denis Ferreira Neto.

Jutaí tinha a marca de um tiro na mão, que o perito Elmir Oliveira, do Instituto de Criminalística, não soube precisar se foi o tiro dado pelo sargento aposentado ou se foi um ferimento feito antes da tentativa de invasão à casa do policial. O auxiliar de produção também tinha várias marcas de agressão no tórax e nas costas. “Ainda é cedo para dizer a causa da morte. Mas ele pode ter morrido por causa de alguma hemorragia interna, por causa das agressões. Isso depende do exame de necropsia. Também temos que ver pelos exames se ele tinha consumido alguma droga ou bebidas”, analisou Elmir.

Perito Elmir Oliveira, do Instituto de Criminalística, não soube precisar no local da ocorrência se foi o tiro dado pelo sargento aposentado ou se foi um ferimento feito antes da tentativa de invasão à casa do policial. Foto: Denis Ferreira Neto.
Perito Elmir Oliveira, do Instituto de Criminalística, não soube precisar no local da ocorrência se foi o tiro dado pelo sargento aposentado ou se foi um ferimento feito antes da tentativa de invasão à casa do policial. Foto: Denis Ferreira Neto.

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O sargento foi ao 8.º Distrito Policial para dar seu relato à polícia. Mesmo tratando-se de um policial militar da reserva, a Corregedoria da PM esteve no local para acompanhar os fatos e a conduta do policial. Jutaí, a vítima, tinha seus documentos pessoais no bolso e um holerite em seu nome, de uma empresa fabricante de fósforos instalada no bairro Rebouças, em Curitiba.

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