Um empresário e um contador foram presos pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quarta-feira (22) depois de a polícia cumprir mais de 30 mandados judiciais com prisão temporária, busca e apreensão, bloqueio de bens e bloqueio de contas bancárias em Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba. A operação foi batizada como “Paper Falsum” em alusão à prática criminosa dos suspeitos.

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Os alvos da ação são suspeitos de aplicar golpes em empresas conhecidas como factoring, que resultaram em um prejuízo superior a R$ 2,1 milhões. “A investigação já ocorre há três meses a pedido de empresas de São Paulo e do Paraná. Conforme foi apurado durante o inquérito, as duplicatas não tinham lastro probatório, ou seja, não existe compra e venda apta a fim de gerar as duplicatas que posteriormente eram levadas para as factoring para adiantar os valores”, disse o delegado-titular da Delegacia de Estelionato, Emmanoel David.

Ainda segundo a Polícia Civil do Paraná, criminosos atuaram como cliente das empresas antes de efetivamente aplicar os golpes. Vítimas foram lesadas e chegaram a ter prejuízo de R$ 1,3 milhão de títulos não pagos.

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“Empresas em Nome de Laranjas”

Os suspeitos chegaram a criar empresas em nome de “laranjas”, em diferentes cidades e estados. A ideia era passar transparência para as vítimas que iriam adquirir futuramente os títulos de créditos.

Mandados de busca e apreensão

A PCPR cumpriu nove mandados de busca e apreensão em residências, empresas e um escritório de advocacia nos bairros Uberaba, Novo Mundo, Boqueirão, Portão, bem como nos municípios de Pinhais e Campina Grande do Sul, situados na Região Metropolitana de Curitiba.

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