Menos de dez dias depois do crime, Yasmim Cavalcante Correia, de 23 anos, foi presa, nesta quinta-feira (28), suspeita de matar o próprio pai. O crime aconteceu na casa onde morava Edgar Luiz Corrêa, na Rua Professora Regina Nardino Pereira, no Cajuru, em Curitiba. A polícia já sabia que a jovem poderia estar por trás do assassinato já no dia em que tudo aconteceu, mas procurava por provas suficientes que a levassem para a prisão.

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Ao ser apresentada, Yasmim disse que era maltratada pelo pai, que era usuário de drogas e alcoólatra. “Foi legitima defesa, eu estava apanhando. Ninguém foi lá pra me ajudar, eu não tinha água nem comida em casa. Depois que acontece o crime fica todo mundo em cima. Eu não sou drogada. Ele me machucou, mas eu o amo mesmo assim”, disse a jovem à Tribuna do Paraná.

Yasmim Cavalcante Correia, foi presa nesta quinta-feira (28). Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná
Yasmim Cavalcante Correia, foi presa nesta quinta-feira (28). Foto: Lineu Filho/Tribuna do Paraná

A morte de Edgar aconteceu no dia 20 de fevereiro. No dia do crime, o delegado Tito Lívio Barichello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), já tinha informado à imprensa que o homem tinha sido morto após uma discussão. “Algumas pessoas ouviram uma discussão entre os dois. Acreditamos que o homem foi pego de forma sorrateira”.

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Para a polícia, Edgar foi esfaqueado no quarto, enquanto dormia. Na tentativa de se salvar, ele caminhou até a sala. “Havia manchas de sangue pela casa. Ele levou pelo menos dois golpes de faca, arma essa que encontramos e foi apreendida”, disse o delegado.

Foto: Colaboração.
Foto: Colaboração.

Suspeita conhecida

Enquanto as equipes atendiam ao local do crime, a DHPP já sabia que a suspeita do assassinato era a filha do homem. “Já tínhamos informações suficientes que apontavam para a pessoa responsável”, completou o delegado no dia do assassinato, explicando que ainda faltavam elementos que pudessem de fato levar a prisão da moça.

Conforme a polícia, a jovem vivia na mesma casa que o pai. O local, por sinal, era conhecido por movimentação de entra e sai de gente. Aos policiais, ela confirmou a história de que teria apanhado de Edgar e que, por isso, o matou. “Mas ela não tinha nenhuma marca de ferimento, inclusive passou por exame de corpo de delito. Para a gente, nada justifica o crime”, disse o delegado.

Yasmin vai responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por não permitir a defesa da vítima. O delegado afirmou que a ajuda da população foi importante para chegar até a jovem e que Yasmin não demonstrou arrependimento. “Ela confessou o crime e não demonstrou (arrependimento), disse que a culpa é exclusiva do pai”.

Foto: Colaboração.
Foto: Colaboração.

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