O gerente financeiro Fábio Royer, encontrado morto dentro de um carro completamente queimado no dia 18 de julho deste ano em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), tinha uma vida paralela a que vivia com a esposa. A informação foi divulgada pelo delegado Luiz Alberto Cartaxo, titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16).

Segundo o delegado, a morte continua sendo investigada pela DHPP que ainda não confirma nenhuma hipótese para o crime. “É um caso que tramita por várias linhas de investigação, mas a única certeza que temos é que ele, o Fabio, tinha uma vida secreta a par da vida normal dele e isso está bem claro na investigação e possivelmente tenha sido morto em função desta vida secreta”, detalhou.

O que os policiais descobriram ainda não foi divulgado, mas Cartaxo disse acreditar que possivelmente Fábio tenha sido morto em função da vida secreta que levava fora do casamento. “Estamos trabalhando muito neste caso e bem. Apesar disso, é um caso que demanda uma investigação mais detalhada, que vai se prolongar por mais algum tempo. É bem provável que num espaço de tempo relativo cheguemos a uma conclusão determinante e caso essa vida paralela não apresente nenhum risco de natureza familiar, ela será divulgada ao fim das investigações”.

Fábio desapareceu no dia 16 de julho, quando saiu para ir a uma farmácia, no bairro Bacacheri, em Curitiba. O que se sabe até agora é que o gerente financeiro sequer chegou à farmácia, o que pode apontar aos policiais que o crime aconteceu durante o trajeto.

Durante as investigações, a esposa de Fábio foi ouvida na DHPP por mais de cinco horas. O conteúdo do longo depoimento, porém, não foi informado pelo delegado Osmar Feijó, responsável pelas investigações, que preferiu não confirmar detalhes sobre o que foi dito, nem ao menos o que a mulher teria comentado sobre o relacionamento do casal. Conhecidos dos dois contaram à reportagem que o casal era muito calmo e parecia ser feliz.

Cartaxo, que é o titular da DHPP, explicou que as investigações estão se estendendo porque a DHPP ainda depende de algumas decisões judiciais que já foram feitas. “Questões importantes para obtermos algumas informações que dependem de quebra de sigilo e outras questões jurídicas envolvendo o caso. Ainda precisamos de elementos suficientes para que possamos determinar a autoria e dizermos o motivo dele ter sido morto e queimado”.

Segundo o delegado-titular da DHPP, pelo menos outras duas delegacias estão envolvidas nas investigações. “Como tudo começou na Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), o trabalho também segue por lá. Além disso, também entraram no trabalho agora uma equipe de policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), que começou a investigar nessa semana, pois suspeitamos que exista envolvimento de pessoas com o roubo de carros”.

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Além da quebra de sigilo, outros detalhes como alguns laudos, principalmente sobre a morte de Fábio, já que ele foi encontrado carbonizado, ainda são esperados pela polícia. A DHPP pede que as informações sejam passadas, ainda que de forma anônima, pelo disque-denúncia 0800-643-1121.

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Largadão do Cajuru