Uma história digna de enredo de cinema policial aconteceu na madrugada de domingo (11), no Centro de Curitiba. A Guarda Municipal (GM) prendeu um rapaz de 24 anos que estava foragido da Justiça após um agente pegar carona com um motociclista de aplicativo. E não foi a primeira vez que o agente Joaquim da Silva precisou de uma carona para prender um suspeito: em 2018, ele recorreu a um motorista de Uber para alcançar um fugitivo.

A prisão com a carona de moto aconteceu por volta das 1h da madrugada. Silva fazia o patrulhamento na Praça Tiradentes e, como de costume, foi fazer uma ronda na região, que possui vários pontos de uso de drogas, junto com um companheiro de trabalho. “Subimos pela Rua do Rosário e, na esquina com a Rua Saldanha Marinho, avistamos um grupo de quatro pessoas. Checamos e vimos que não havia nada ali, mas um rapaz começou a se distanciar”, relata.

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O homem fugiu pela Saldanha Marinho em direção à Alameda Doutor Muricy. Ao perceber o movimento, os guardas iniciaram a perseguição. O suspeito virou em duas esquinas e se despistou dos agentes de segurança. “O pessoal que estava na rua dizia cada hora uma coisa. Um disse que ele foi para a esquerda, outro que foi para a direita”, recorda Silva.

Em dúvida para onde ir, os guardas ficaram parados na Alameda Carlos de Carvalho. Até que um motociclista de um aplicativo de entrega passou e disse que tinha cruzado pelo suspeito. “Eu agradeci e me preparava para ir até onde ele indicou. Só que ele mesmo falou para eu subir na garupa, que me levava até lá”, informa o guarda municipal.

A moto voltou na contramão pela Carlos de Carvalho e encontrou o suspeito, que caminhava normalmente, em frente à Biblioteca Pública. Ao fazer a abordagem, foi checado que o fujão estava foragido da Justiça por tráfico de drogas. O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes da Polícia Civil de Curitiba. “Foi realmente uma situação inusitada, ainda mais pela carona do motoboy”, ressalta Silva.

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Perseguição de Uber

Essa não foi a primeira vez que o mesmo guarda teve que apelar para uma carona pra prender um suspeito. Em novembro do ano passado, Silva perseguia um rapaz que havia cometido um furto em frente a um hotel no Centro e que fugiu de ônibus.

Para não perder o suspeito de vista, o guarda parou um carro que estava próximo e conseguiu ir até a estação-tubo mais próxima. “Eu consegui entrar no ônibus e apreender o rapaz. Quando fui agradecer o motorista do carro, ele me informou que era motorista de aplicativo”, relembra Silva.

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