Um homem de 50 anos foi preso ao ser flagrado tentando abrir uma conta bancária em nome de outra pessoa para fazer empréstimos. A ação aconteceu ainda dentro da agência bancária, no bairro Alto da XV, em Curitiba. Segundo a Polícia Civil, o homem ainda tinha mandado de prisão em aberto, expedido pela Justiça Federal.

Conforme o delegado Wallace de Oliveira Brito, da Delegacia de Estelionato (DE), o homem era foragido por suspeita de fraudar documentos para receber benefícios de diversos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Ele tem uma extensa ficha criminal por fraudes contra o INSS e golpes”.

O homem, segundo as investigações, fraudava os documentos para conseguir realizar os saques dos benefícios. A equipe de investigação da especializada chegou até ele depois que os funcionários do banco desconfiaram da documentação apresentada para abertura de conta. Num contato direto entre a agência e a delegacia, os policiais confirmaram o crime e foi feito o flagra.

Com o homem, foram encontrados diversos documentos falsificados que eram usados nos golpes. Foto: Divulgação/Polícia Civil
Com o homem, foram encontrados diversos documentos falsificados que eram usados nos golpes. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Tentou escapar

Logo que desconfiou que seria preso, na tentativa de evitar que fosse flagrado, o homem se desfez da documentação apresentada aos funcionários do banco, mas já estava preso. “Antes de suspeitarem dos documentos apresentados, os funcionários começaram os procedimentos necessários e fizeram copias de todos os documentos apresentados. Esses documentos foram entregues aos policiais”, explicou o delegado.

Na delegacia, o delegado afirma que o homem confessou o crime e alegou que pagou R$ 300 pela falsificação dos documentos necessários para a abertura de uma conta bancária (que são RG, CPF e comprovantes de renda e residência). A polícia acredita que, com a divulgação do caso, vítimas podem aparecer.

Ficha suja

As investigações da DE continuam para que a polícia descubra se havia mais gente no esquema. Além das fraudes contra o INSS (pelas quais ele era foragido), o homem vai responder agora por estelionato e falsidade ideológica. Se condenado, a pena de prisão é de mais de 10 anos.