No portão do Bosque São Cristóvão, já existe um alerta: “cão bravo”, mas, mesmo assim, um homem resolveu enfrentar o aviso e se deu mal. Ele foi encontrado morto, na manhã desta segunda-feira (4), dentro do local que fica no final da Rua Domingos Strapasson, em Santa Felicidade, em Curitiba.

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Segundo o investigador Dermival Lima, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), quem encontrou o homem morto foi um funcionário. “No local, existem três cães da raça rottweiler, que já foram colocados justamente para evitar que alguém entrasse. Pela manhã, um funcionário que cuida deles chegou para dar comida e trocar a água e encontrou o homem morto. Uma cena lamentável”.

Para o investigador, ficou evidente que o homem entrou pulando algum dos muros que são mais baixos, até mesmo na lateral do bosque, por isso pode não ter visto o alerta. “Muito provavelmente entrou no parque pela madrugada, sem ser convidado, e acabou morto pelos cachorros. Talvez não sabia que existiam os bichos por aqui”.

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Segundo a polícia, vítima deve ter entrado pela lateral do bosque e não viu o recado no portão de entrada. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná
Segundo a polícia, vítima deve ter entrado pela lateral do bosque e não viu o recado no portão de entrada. Foto: Felipe Rosa/Tribuna do Paraná

O homem, de aproximadamente 40 anos, não foi identificado oficialmente. Conforme o investigador, ao ser atacado pelos cães ele foi tirando a roupa e tentou correr, mas não adiantou. “Uma cena horrível lá dentro: ele teve algumas partes do corpo comidas pelos cães, que devem ter mordido até matar mesmo”.

Em conversa com o funcionário que encontrou o corpo, o investigador da DHPP descobriu que, justamente por ter os animais, nenhum tipo de invasão acontece. “Ninguém entra no bosque quando está fechado, porque todo mundo já sabe que, além de alarme, moram os cachorros. Talvez esse homem desconhecia isso, mas não podemos dizer ainda qual era o objetivo dele, pois não havia muita coisa pra furtar, por exemplo”, destacou o investigador, reforçando que a situação vai ser apurada pela DHPP.

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