O homem acusado de matar a soldado da Polícia Militar (PM) Bárbara Aline Gonçalves da Rocha, na época com 31 anos, na véspera do Natal de 2016, foi condenado a 28 anos, 2 meses e 15 dias de prisão em julgamento que ocorreu nesta quinta-feira (2). Ele estava preso preventivamente desde 6 de janeiro de 2017. Ele aguardava o julgamento na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, na RMC.

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A PM morreu depois ser baleada na cabeça na em uma loja de pesca em Pinhais. O crime foi motivado por vingança, depois que Bárbara baleou um colega do acusado durante uma ocorrência em 17 de dezembro e impediu um assalto. Junto com o homem condenado, uma mulher e um homem também são acusados de envolvimento no crime.

Quando ele foi preso em Guaratuba, no Litoral do Paraná, os dois acusados de cúmplices chegaram a ser presos junto com ele, mas respondem o processo em liberdade e ainda não foram julgados.

A reportagem tentou contato com a defesa, mas não obteve sucesso.

Motivo do crime

Um mês antes de ser morta, a soldado Bárbara impediu um assalto e matou um dos colegas do trio de acusados do assassinato dela, durante uma troca de tiros. Segundo a polícia, os três planejaram o crime motivados por vingança e chegaram a sondar a loja de pescas momentos antes de matarem a PM.

O assassinato foi por volta das 17h30, no dia 24 de dezembro de 2016, um sábado, em uma loja na Rodovia João Leopoldo Jacomel, no bairro Maria Antonieta. Bárbara estava na loja, que era do irmão dela, quando os acusados estacionaram um Fiat Uno do lado de fora e, um deles armado, foi ao local.

O rapaz a rendeu e uma mulher pediu a arma da soldado. Ela nem sequer esboçou reação e entregou a arma. Em seguida, Leite atirou contra a cabeça da policial, de acordo com a denúncia. Ela morreu na hora. O corpo da soldado da PM foi enterrado na tarde do dia de Natal, em Quatro Barras, na RMC.

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