Foram concluídas, nesta sexta-feira (23), as investigações sobre a morte da youtuber Isabelly Cristine Domingos dos Santos, de 14 anos. E a opinião da polícia é de que os irmãos Cleverson e Everton Vargas, que confessaram o crime, devem responder por homicídio qualificado com motivo fútil.

Foto: Reprodução/Facebook
Isabelly foi morta com um tiro na testa. Foto: Reprodução/Facebook

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp-PR) confirmou que o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) para as devidas providências. Com isso, os dois continuam presos.

Reconstituição do crime

Na manhã desta quinta-feira (22), as equipes da Polícia Civil fizeram a reconstituição do crime que matou a youtuber em Pontal do Paraná, litoral do Paraná. O assassinato aconteceu no último dia 14, enquanto a menina voltava de uma de suas gravações durante o Carnaval, e alguns detalhes ainda não tinham sido completamente esclarecidos pela investigação.

Tudo o que foi coletado na reconstituição foi acrescentado ao inquérito policial, além de ajudar os investigadores no trabalho de apuração dos fatos. De acordo com o delegado Miguel Stadler, a reprodução do crime serviu para que a polícia identifique o grau de participação de cada um dos envolvidos.

Reconstituição ajudou nas investigações. Foto: Divulgação.
Reconstituição ajudou nas investigações. Foto: Divulgação.

“Faz parte do laudo se houve ou não, por exemplo, a derrapagem do Palio, como o motorista disse. Junto disso, já apuramos que a distância dos disparos é de aproximadamente 80 metros. Sem dúvida, os disparos foram em direção ao veículo, embora apenas um tenha atingido, mas pelo menos estes disparos não foram para cima”.

Conclusão do inquérito

Antes da reconstituição, os policiais ainda tinham algumas dúvidas sobre o crime e, com a simulação, puderam esclarecer o que ainda estava sem explicação.

O prazo para o fim das investigações ainda nem terminou, mas o próprio delegado destacou, logo depois do fim da reconstituição, que a Polícia Civil já tinha a documentação quase finalizada e poderia encerrar o inquérito antes do prazo, o que de fato aconteceu.

Com o fim do inquérito, cabe agora ao MP-PR analisar o relatório das investigações e definir se vai mesmo oferecer denúncia à Justiça.

Sonhos interrompidos