A carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) da capital deve ser interditada nos próximos dias e todos os presos devem ser retirados do local por conta de irregularidades. A decisão é do juiz Tiago Alberto, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, que atendeu a um pedido do Ministério Público (MP), por meio da 5ª Promotoria de Justiça.

De acordo com o juiz, a decisão é por conta dos problemas em relação à superlotação. Atualmente, 63 homens estão presos em um local que comporta apenas dez pessoas. A transferência dos presos deve acontecer em três etapas e começa no dia 25 de fevereiro, onde 20 presos serão realocados. Até 25 de abril, a remoção deve ser concluída.

Além disso, o magistrado também cita problemas estruturais como a falta de ventilação e acesso à luz solar. Em caso de descumprimento desta decisão, o juiz impôs ao Estado do Paraná e ao delegado Matheus Araújo Laiola, responsável pela Delegacia de Furtos e Roubos, uma multa diária de R$ 5 mil a cada novo preso que, após a intimação, ingressar na carceragem.

Vistoria

O Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba vistoriou a unidade nesta terça-feira (30) a pedido do juiz. De acordo com o órgão, além dos problemas apontados pelo MP e confirmados pela 2ª Vara da Fazenda Pública, foram constatadas outras irregularidades.

“Existe um preso que cumpre pena na unidade há um ano e três meses e não há qualquer assistência médica ou odontológico. Policiais civis ajudam agentes penitenciários na custódia, em claro desvio de função”, explica o relatório do conselho.