A mãe do motoqueiro morto na BR-277, no Contorno Leste, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no domingo (21), disparou contra a polícia nessa segunda-feira (22). De acordo com Kelly do Nascimento Pires, a versão relatada pelos agentes no Boletim de Ocorrência da situação não é verdadeira. “O que a polícia disse é tudo mentira”, cravou.

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Durante um protesto de colegas, nessa segunda, a mãe contestou a versão de que seu filho estava armado e que teria atirado contra a viatura da corporação. “Não estava armado. Ele estava em uma panificadora antes de tudo acontecer, fez um lanche, tem imagens disso. Eles perseguiram e atiraram, são assassinos”.

Cerca de 100 motos participaram da carreata, entre o centro da cidade e o Cemitério Campo Largo da Roseira, onde Cordeiro está sendo velado. Kelly conta que agentes da corporação ameaçaram alguns dos manifestantes. “Vieram armados com metralhadoras, apontando, ameaçando. Falaram que era tudo vagabundo. Meu filho era outro vagabundo pra eles”, disparou.

Segundo ela, o que importa agora é que o caso seja esclarecido. “A gente quer justiça. Eles sabem que estão errados e a gente não vai ficar quieto, não vai se calar. Isso não pode ficar impune senão amanhã pode ser outro, e depois outro”.

Resposta da PM

Segundo a corporação, na ocasião, foi feito um chamado para a polícia sobre um homem armado em uma moto trafegando na BR-277. Quando uma equipe foi ao local, tentou abordar o rapaz, que fugiu. Houve perseguição e, segundo consta no Boletim de Ocorrência, o motoqueiro atravessou o canteiro da BR-277, sacou a arma e atirou, provocando a reação dos policiais. No documento produzido pelos agentes, o relato é de que foi encontrada com o rapaz uma arma de fogo calibre .32.

Segundo a PM, foi aberto um procedimento para apurar as circunstâncias do caso, como é o protocolo da corporação para casos que envolvem mortes.

Motoqueiro morre após trocar tiros com a PM na Grande Curitiba