Quando entraram num ônibus da linha São Dimas, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na noite desta segunda-feira (20), quatro bandidos se passaram por passageiros. Pouco tempo depois, armados, eles levaram o terror ao motorista, cobrador e a todas as outras pessoas que estavam a caminho de casa depois de um dia de trabalho. Além do susto, o prejuízo foi de quase R$ 1 mil.

A Tribuna do Paraná apurou que era por volta das 22h quando os quatro homens armados deram voz de assalto dentro do coletivo, mas eles estavam no ônibus há bem mais tempo. “Embarcaram no terminal do Guaraituba junto com todas as outras pessoas e se passaram por passageiros e esperaram o momento certo para agir”, contou Ari Dário Pereira, membro do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc).

Quando estava próximo ao ponto final da linha, já dentro do bairro São Dimas, os bandidos levantaram. “Mostraram as armas e deram voz de assalto ao cobrador e ao motorista. Pegaram o dinheiro do caixa e os pertences do cobrador e depois fizeram o arrastão nos passageiros”.

Ao todo, sete passageiros foram assaltados e um deles teve um prejuízo grande, pois estava com uma quantia maior em dinheiro no bolso. “Levaram dessa pessoa aproximadamente R$ 600, mais os R$ 200 do caixa e o que mais conseguiram pegar dos outros passageiros, que ainda não foi contabilizado”, detalhou o representante do sindicato.

Depois da ação, que aconteceu dois pontos antes da parada final do ônibus, os bandidos obrigaram o motorista a abrir as portas e saíram correndo. As vítimas viram que os quatro entraram num matagal e chamaram a Polícia Militar (PM), mas os policiais não os encontraram.

Dias preferidos pra arrastão

Não é novidade para ninguém que, desde o começo do ano, a onda de arrastões aos ônibus de Curitiba e Região Metropolitana tem tirado o sono dos funcionários do transporte público e deixando passageiros em pânico. Ao todo, desde o primeiro dia de janeiro, aconteceram 221 arrastões, mas somente 65 foram registrados oficialmente. “Várias ações dos bandidos acabam não sendo registradas para a polícia, o que dificulta também para os dados da segurança pública”, explicou Dário.

Segundo o representante do sindicato, que trabalha no setor de segurança, as ações costumam acontecer entre quinta e segunda-feira. “E percebemos que os bandidos dão uma pausa. Depois voltam a agir, por exemplo, num final de semana são registrados de quatro ou cinco arrastões”, detalhou.

Embora a reclamação dos funcionários do transporte público continue, por enquanto poucas medidas foram tomadas para fazer com que a onda de arrastões diminua. “Mas isso sem contar os assaltos simples, que acabamos considerando ‘normais’, que continuam acontecendo de três a quatro por dia. A coisa continua complicada sim”.

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Tarefa dolorida