Delegado fala sobre a prisão de mulher. Foto: Rodrigo Félix Leal.
Delegado fala sobre a prisão de mulher. Foto: Rodrigo Félix Leal.

Uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante após abortar um bebê de cinco meses com o auxílio de comprimidos proibidos. Ela foi detida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pode ser condenada a até três anos de reclusão.

Segundo o delegado Cassio André Dias Conceição, a jovem afirmou que não sabia da gravidez e só descobriu o que estava acontecendo com seu corpo uma semana antes de tomar a decisão pelo aborto. “Ela sofreu um desmaio dentro do ônibus, foi para o hospital e lá ficou sabendo da criança que esperava”, disse.

A notícia deixou a moça desesperada, pois não sabia a reação que o namorado teria e também estava desempregada. “Ela acabou, então, utilizando a parcela do seguro-desemprego para adquirir alguns remédios, tomou seis comprimidos e ainda introduziu dois na sua região íntima”.

ATENÇÃO: Pode matar

De acordo com o delegado, o remédio escolhido foi o Misoprostol Cytotec, que é altamente agressivo e coloca em risco, inclusive, a vida da mãe. “Tanto que ela passou mal após o uso e entrou em contato com o namorado, que a levou ao hospital. O médico de plantão a atendeu, perguntou o que tinha acontecido e entrou em contato com a delegacia”, explicou.

Agora, a mulher pode pagar uma fiança e responder o processo em liberdade. Caso não pague o valor estipulado, permanecerá presa à disposição da Justiça.

E o namorado?

Ainda de acordo com Cássio, na delegacia o namorado afirmou estar muito chateado com a situação porque gostaria de ser pai. “Ele disse que não entendia a decisão da jovem e teria aceitado cuidar do bebê”.

Vale ressaltar que o Código Penal Brasileiro aceita o aborto em casos de violência sexual e situações específicas que envolvam a saúde da mãe e da criança. Fora disso, o aborto provocado pela gestante com seu consentimento é crime.

Vídeo

Veja a entrevista com o delegado Cassio André Dias Conceição: