Uma mulher de 39 anos, suspeita de ter desviado, num único dia, R$ 100 mil de uma concessionária de veículos, foi presa no final da tarde desta quinta-feira (8). A ação foi denunciada aos policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba, que descobriram que ela agia há muito mais tempo e que os valores podem chegar perto de um milhão de reais.

Conforme as investigações, a mulher trabalhava no setor financeiro da empresa. “E o que ela fazia era simples: ao invés de colocar a conta bancária correta dos fornecedores para os pagamentos, colocava a dela”, explicou o delegado Emmanoel David.

Justa causa

A própria empresa descobriu o golpe, quando viu que a mulher tinha desviado R$ 40 mil da concessionária. “Logo depois, quando viu que tinha sido descoberta, ela disse que ficou desesperada porque ia ser presa e desviou mais R$ 100 mil”.

A empresa chamou a funcionária e lhe deu justa causa pelo desvio descoberto. Logo depois, os representantes da concessionária registraram o boletim de ocorrência na DFR e os policiais, numa ação rápida, conseguiram prender a mulher em flagrante.

presaDesde 2013

Aos investigadores, a ex-funcionária, que trabalhava na empresa há sete anos, disse que agia desde 2013. “Ela não soube dizer quanto desviou, mas confirmou que tinha a ajuda de outro funcionário, que inclusive tem cargo grande dentro da concessionária”, destacou o delegado.

Apesar de não saberem ao certo de quanto foi o prejuízo, já que a empresa ainda não fez uma auditoria para avaliar isso, os policiais acreditam que o valor pode ser até mesmo milionário. “Já apuramos que ultrapassa os R$ 500 mil, mas sabemos que pode ser mais e chegar a um milhão”.

Muitas ações

Por cada transferência, a mulher deve responder por furto qualificado mediante fraude. “Nós estamos avaliando ainda quantas transferências ela fez, acreditamos que seja pelo menos 300 furtos, mas isso vai somar na hora da pena”, completou o delegado, que disse ainda que parte do valor desviado era repassado à este funcionário que a ajudava.

O próximo passo das investigações é ouvir o funcionário que, segundo a mulher, participava da ação. Apesar de todo o trabalho policial, por ser réu primária, a ex-funcionária pode ser colocada em liberdade numa audiência de custódia.

Passageiro é baleado na cabeça após reagir durante arrastão em Curitiba