O Paraná teve aumento de 40% nos casos de latrocínio – roubo seguido de morte – na comparação entre os anos de 2017 e 2018. Os dados foram revelados em relatório divulgado pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp). Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram registrados 94 episódios de roubo seguido de morte em cidades paranaenses contra 67 no período anterior.

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A alta, significativa, foi também puxada pela pulverização de ocorrências, com aumento no número de cidades com registro desse tipo de crime: em 2017, 41 municípios paranaenses tiveram ao menos uma vítima morta em decorrência de um roubo – número que subiu para 55 cidades em 2018, alavancando os índices, ainda que sejam poucos casos em cada localidade. Também aumentaram no Paraná as lesões corporais seguidas de morte, número que saiu de 36 e ficou e 39 casos de um ano para o outro, alta de 8%.

Na contramão, os homicídios dolosos – que são os crimes mais numerosos do levantamento – apresentaram redução de 10,6% de 2017 para 2018. Os registros caíram de 2.187 casos para 1.955. É o índice mais baixo desde 2007, ano em que os dados começaram a ser contabilizados oficialmente.

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Como os resultados dizem respeito à gestão estadual anterior, a informação repassada pela Sesp à reportagem foi de que não haveria porta-voz para comentar o relatório. Entretanto o secretário Luiz Felipe Carbonell afirmou à Agência Estadual de Notícias que a integração entre as forças policiais e demais órgãos da segurança pública teria contribuído para a redução da criminalidade.

Também à imprensa oficial, o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Rockembach, elencou ainda outros dois fatores que teriam contribuído para a redução no número de mortes: a intensificação do combate sistemático ao tráfico de drogas e o aumento do percentual de elucidação desses crimes, o que “desestimula a prática de novos homicídios”.

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Ainda à Agência Estadual de Notícias, o secretário mencionou a estratégia que pretende adotar para manter a tendência de redução nos próximos quatro anos. “Temos a convicção que podemos, sim, dar uma melhora considerável na segurança pública do Paraná. Segurança é prevenção; é onde nós buscaremos trabalhar com maior eficiência, com maior eficácia”, revelou Carbonell, “através do sistema de inteligência para podermos aumentar essa sensação de segurança”. A declaração segue na linha do que foi defendido como promessa de campanha pelo governador Carlos Massa Ratinho Jr (PSD).

Curitiba é a cidade com maior quantidade de homicídios: foram 293 no ano passado. Contudo, o número caiu 21% comparativamente a 2017. No estado, as áreas com as maiores reduções de homicídios dolosos foram as regiões de Londrina e Cascavel, com 46% e 30% menos casos na comparação entre os períodos. Na outra ponta, houve regiões com altas no registro de assassinatos: o destaque é para a 2ª Área Integrada de Segurança Pública, que reúne 22 municípios da região metropolitana de Curitiba e teve três vezes mais homicídios em 2018 contra os registros do ano anterior.

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*Fonte: Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária – SESP/PR. 

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