Um dia morno. Assim se resume o terceiro e último dia de oitivas do caso do jogador Daniel Corrêa Freitas, no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Foram ouvidas mais oito pessoas nesta quarta-feira (03), encerrando esta bateria de oitivas com 44 testemunhas de defesa. Os réus ainda não serão interrogados porque ainda há pelo menos mais três testemunhas a serem ouvidas à distância (por carta precatória), em Minas Gerais. Só depois disto é que os réus devem ser interrogados.

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Mães

A sala de audiências foi lugar de muito choro nesta quarta, pois três mães de réus foram ouvidas. A primeira foi a mãe de Cristiana. Um ponto alto do depoimento dela foi quando disse que a filha é uma vítima na história toda e que Daniel errou ao agir da forma que agiu. Também falou como tem sido as visitas à filha aos sábados na prisão e contou das humilhações que tem sofrido na rua. As declarações fizeram toda a família Brittes chorar com o depoimento.

A outra mãe a ser ouvida foi a mãe de Evellyn, que relatou que a filha chegou em casa muito assustada no dia do crime e a mãe pressionou para que a jovem contasse o que estava acontecendo. Então ou viu o relato que Evellyn estava dormindo quando ouviu gritos, pedidos de ajuda. Ainda contou que, depois que Edison voltou à casa, foi obrigada a limpar toda a sujeira da briga. Também afirmou que não entende o motivo de Eduardo Purkote não ter sido denunciado com os outros réus, pois ele ajudou a bater em Daniel e só não entrou no carro junto porque foi impedido pelo irmão. A mãe também contou que a filha recebeu diversas ameaças de morte, mas que Allana e Cristiana nunca lhe coagiram a esconder ou falar alguma coisa.

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Depois disso, duas amigas de Evellyn – uma delas também amiga de Allana – prestaram depoimento. Ambas afirmaram que viram Daniel beijar Evellyn e outra garota na festa na Shed, bem como viram Daniel dar em cima de outra garota e levar uma “negativa”, uma atitude que ambas consideraram normal para um homem na balada. A tia de Evellyn também prestou um rápido depoimento.

Intervalo

Depois da pausa do almoço, quem prestou depoimento foi o escrivão de polícia que secretariou todo o caso. Ele confirmou diversas coisas perguntadas pelos advogados e, uma das coisas que ele afirmou que estava no inquérito era a frase de Cristiana, que declarou no dia do crime: “Se for pra matar, vão fazer isso lá fora. Aqui na minha casa não”. Ele confirmou também outras informações técnicas dos depoimentos colhidos na fase de inquérito policial.

Depois do escrivão, foi a mãe de Edison dar entrevista (confira ao lado). Além de explicar de que forma uma rede de televisão consegui documentos pessoais dela, que estavam bem guardados dentro da casa dela, no litoral do Paraná (e que falavam de um desentendimento que ela teve com Edison por causa de dinheiro), reclamou de apelidos depreciativos que a emissora deu a ela no ar. Edison corou em quase todo o depoimento de sua mãe. Tinha momentos que tentava colocar as mãos nos ouvidos, como se não quisesse ouvir tudo aquilo.

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A mulher chorou muito e precisou de um minuto em silêncio pra se acalmar. Depois falou da infância do filho com pai ausente, dos empregos de Edison a partir da juventude e de como ele tratava esposa e filhas com atenção e cuidado, mesmo não tendo um bom exemplo paterno. Depois dela pedir perdão à família de Daniel, a oitiva dela foi encerrada. Ela abraçou-se com Cristiana, Allana e Edison e os quatro choraram muito. Foi preciso fazer um intervalo.

Do ponto de vista do advogado Nilton Ribeiro, o dia foi improdutivo, pois o que as testemunhas falaram nesta quarta-feira, diz ele, em nada acrescentaram ao processo. Além das oitivas que serão feitas à distância, aguarda-se também a perícia do celular de Cristiana e também das supostas imagens das câmeras de segurança da casa noturna Shed, para depois acontecer o interrogatório dos réus.

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