“A preocupação com a violência no entorno do Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Alto da Glória, em Curitiba, tem levado o padre a emitir avisos durante as missas para os fieis ficarem atentos a seus pertences. No último dia 17, três pessoas tiveram os celulares furtados dentro da igreja, o que levou o vigário, o padre Donizete Araújo, a reforçar o alerta entre os fiéis.

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“Tenho avisado os fiéis durante as celebrações a não deixarem o celular e a carteira no bolso de trás da calça, a ficarem de olho o tempo todo em suas bolsas, porque na menor falta de atenção eles podem se tornar vítimas dos ladrões dentro da igreja”, explica o padre.

No dia em que os três celulares foram furtados, o padre Donizete chegou a identificar e a ir atrás dos três meliantes. Vestido de batina, o religioso alcançou o trio já na Avenida João Gualberto e avisou que acionaria a polícia. “Enquanto os segui, eles estavam mostrando um para o outro os celulares furtados. Assim que os abordei e disse que iria chamar a polícia, eles saíram correndo”, informa padre Donizete. Apesar do prejuízo, as vítimas não registraram Boletim de Ocorrência na polícia.

Segundo o padre Donizete, a insegurança no entorno do Santuário do Perpétuo Socorro, um dos principais templos católicos de Curitiba, cresce a cada dia. A preocupação maior é às quartas-feiras, quando cerca de 40 mil pessoas circulam pela igreja nas celebrações da novena, que são a cada meia hora das 6h às 22h.

O padre conta que nos dias de novena os furtos e roubos de carros crescem consideravelmente. “Acontece muito de carros terem os vidros quebrados durante a novena. E em um único dia quatro carros foram levados por ladrões”, ilustra . “A maior parte das ocorrências é do lado de fora. Mas não há nada que impeça de os ladrões agirem dentro do santuário. Falta policiamento”, reclama o padre.

Flores

Até as flores depositadas no santuário durante as orações são alvos dos ladrões. O padre conta que muitas rosas deixadas pelos fieis são levadas da igreja pelos meliantes para serem revendidas no próprio entorno do santuário. “Chega a este absurdo. Não respeitam a fé das pessoas”, aponta o padre.

O medo é tanto, que o próprio religioso tenta se proteger como pode. Nos últimos meses, ele carrega um spray de gengibre para tentar se defender caso seja abordado por algum criminoso. “Quando vejo que tem um movimento estranho na rua, sempre saio com o spray”, explica o padre.

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