O estouro de um laboratório de drogas em uma casa no Tingui, em Curitiba, terminou na prisão de dois casais na tarde desta sexta-feira (24). A quantidade de drogas encontrada surpreendeu os policiais militares durante a ação, que chegaram a acionar o apoio do canil para rastrear os entorpecentes. Além do laboratório localizado na Rua Miguel Jorge Nasser, a polícia também esteve em uma residência no Bairro Alto, na Rua Rio Guaporé, onde o primeiro casal foi preso.

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Segundo os cálculos da Polícia Militar (PM), havia cerca de R$ 700 mil em drogas nos dois locais. A PM concentrou todo o material recolhido dentro do laboratório no Tingui. Havia 11 mil pontos de LSD, 5 mil comprimidos de ecstasy, 500 gramas de MDMA (substância base para a droga sintética), três quilos de maconha, boa quantidade de murruga e haxixe, diversos insumos para a produção de droga sintética, uma prensa, três balanças de medição, embalagens e até uma faca que era usada para trabalhar a droga. Na casa também havia sinais de consumo de maconha nos cinzeiros da cozinha.

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As abordagens nas duas residências, no Bairro Alto e no Tingui, ocorreram simultaneamente, após a polícia receber denúncias de que havia uma movimentação diferente nesses locais. O casal preso no Bairro Alto, Welinton Padilha, 31 anos, e Paola Olinski, 30 anos, estava com uma criança de menos de um ano, que foi deixada com a avó materna. Já na casa do Tingui, a situação foi mais tensa. Lá estavam Francisco Guerreiro, 30 anos, e Camila Modesto, 23 anos.

“O homem tentou fugir pulando o muro dos fundos da residência. Nós também pulamos o muro e o perseguimos a pé, com o apoio da viatura. Conseguimos prendê-lo a alguns metros do laboratório”, disse o tenente Edizio Marçal, do 1.º CRPM. Ainda de acordo com Marçal, o canil do Batalhão de Operações Especiais (Bope) precisou ser acionado para encontras esconderijos de entorpecentes dentro das casas. “O cachorro farejou todos os cantos, incluindo quartos, sala, cozinha. Tudo foi encontrado”, explicou.

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Pelas características do laboratório, a PM acredita que as quatro pessoas presas já tivessem familiaridade com a atividade do tráfico e produção de entorpecentes, principalmente porque Francisco tinha passagens criminais por tráfico de drogas e assaltos. Os outros três presos, a princípio, não tinham passagem pela polícia.

“Aqui era o laboratório de fabricação, principalmente, de drogas sintéticas. No Bairro Alto era a revenda. Pelos moldes do que foi encontrado aqui, essa produção acontecia já há algum tempo. Provavelmente, essas drogas eram vendidas dentro e fora de Curitiba”, apontou Marçal.

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A polícia informou que a casa no Tingui era alugada. A investigação deve apurar se o dono sabia da atividade no local. A PM não informou se a casa do Bairro Alto era própria ou se também era alugada. Os dois casais foram encaminhados para a Central de Flagrantes e seguirão à disposição da Justiça. Ninguém se feriu durante a ação.

 

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