Marco Aurélio Barbosa, 33 anos. Este é o nome do segundo suspeito de, conforme a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), assassinar e esquartejar uma mulher em Curitiba. O homem, que também é conhecido pelos apelidos de “Dalsim” e “Bernão”, teria agido ao lado de Márcio José Lara, de 38, que já está preso. A mulher ainda não foi identificada.

O crime foi descoberto na quarta-feira (2), no bairro Centro Cívico, depois que o corpo foi encontrado boiando num córrego da Rua Aristides Teixeira. As pernas estavam a 200 metros dali, na Avenida Cândido de Abreu. “Márcio foi preso próximo ao local do crime, depois de ter sido apontado por algumas testemunhas por ter as mesmas características de um dos homens que carregavam o corpo”, disse a delegada Sabrina Alexandrino.

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Ao ser abordado, os policiais usaram um produto químico que apontou ter sangue nas mãos, dedos e unhas de Márcio. “Ele não soube explicar o que havia acontecido direito. Primeiro nos disse que era por causa de um dente machucado, mas não nos convenceu, porque era muito sangue”, explicou a delegada.

Ao contrário do que disse aos policiais, em entrevista, ao ser apresentado, nesta sexta-feira (4), Márcio disse que o sangue era por causa de uma carne, um bife, que um amigo dele teria pedido que fritasse para eles comerem. Ao ser indagado sobre como teria sido flagrado pelas câmeras de segurança, já que a DHPP afirma veementemente ser ele nas imagens, Márcio se contradisse: “Eu estava buscando comida no lixo, porque não tinha comido nada”.

Foto: Antônio More.
Foto: Antônio More.

Ainda aos investigadores, Márcio teria alegado, sem saber que entraria novamente em contradição, que não estava com as mesmas roupas em que o homem do vídeo aparece. “Como ele usava uma jaqueta vermelha ao ser preso, ele usou isso como um álibi para dizer que não seria ele. Acontece que nós não tínhamos ainda tocado no assunto de que o homem que estava no vídeo usava uma roupa bege. Como ele sabia que era outra roupa a usada?”, explicou a delegada Sabrina Alexandrino.

A suspeita dos policiais é de que Márcio tenha trocado de roupa justamente para se esquivar de qualquer suspeita e, assim, poderia ficar no local do crime sem medo. “Nós até vasculhamos o local onde ele morava, embaixo da ponte onde o corpo foi encontrado, mas não encontramos nenhuma blusa bege. Ainda não sabemos o paradeiro da roupa”. Conforme a DHPP, Márcio tinha dois mandados de prisão revogados, um expirado e uma passagem por tráfico de drogas.

Segundo comparsa é procurado. Foto: Antônio More.
Segundo comparsa é procurado. Foto: Antônio More.

Comparsa abordado

Conforme os policiais da DHPP, o homem apontado como comparsa de Márcio na ação, Marco Aurélio Barbosa, foi abordado pela Polícia Militar (PM) ainda no local do crime. “Quando os policiais foram ver se existia algum mandado de prisão contra ele, ele fugiu”.

O homem agora é procurado e a foto dele foi divulgada para facilitar o trabalho dos policiais. A polícia acredita que, assim como Márcio, o suposto comparsa seja morador de rua. Marco, conforme a DHPP, já tinha passagens pela polícia.

Testemunhas

Algumas testemunhas foram ouvidas na DHPP e, pelo menos, três delas reconheceram os dois homens. Segundo uma das testemunhas, o suspeito detido foi reconhecido – até mesmo por foto – por ter as mesmas características da pessoa que carregava o corpo.

Já o homem apontado como comparsa, que fugiu do local, foi reconhecido por outra testemunha. A pessoa teria contado, de forma detalhada, aos policiais que Marco foi visto carregando o corpo da mulher.

Investigação continua

As investigações seguem agora com a intenção de encontrar o suspeito. “Nós também ainda queremos descobrir a identidade dessa mulher e também o motivo do crime, pois ambos ainda são mistérios”, disse a delegada. Apesar do mistério, a DHPP informou que as investigações estão avançadas e que logo o motivo do crime deve ser descoberto. “Também não podemos afirmar que ela seja ou não de Curitiba, pois não temos ainda a identificação dela”, alertou.

A princípio, o que a polícia já sabe é que a vítima não foi morta em local público e sim em algum espaço fechado. “Estamos em diligências para confirmar onde foi este local”. De qualquer forma, aos policiais, não existem dúvidas de que os dois suspeitos foram os autores do crime.

A polícia ainda não descarta a possibilidade de que uma terceira pessoa possa ter participado do assassinato. “Não podemos descartar, porque a forma como ocorreu o desmembramento do corpo pressupõe uso de força, então, não podemos descartar”. Foram solicitados vários tipos de exames para que sejam ainda comprovados outros crimes, caso tenham acontecido, como estupro, por exemplo.

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