Aproximadamente 8 mil hidrômetros foram apreendidos num barracão de produtos recicláveis no bairro Guabirotuba, em Curitiba, nesta quinta-feira (23). A ação foi possível através de uma troca de informação entre os policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) e de técnicos de operadoras de telefonia e representantes da Companhia Paranaense de Abastecimento (Sanepar). Um homem de 43 foi autuado em flagrante por crime de receptação, mas foi liberado pela Justiça.

O barracão fica na Rua Alceu Ferreira e, de acordo com o delegado Emmanoel David, as equipes foram até lá depois de uma denúncia. Os materiais estavam alocados em quatro grandes sacos, popularmente chamados de “big bags”, que juntos somavam quase quatro toneladas. Para transportar os hidrômetros apreendidos até a delegacia, foi preciso providenciar um caminhão da Sanepar.

“Os hidrômetros tinham identificação das companhias de abastecimento do Paraná e de Santa Catarina”, revela o delegado. Segundo ele, o total de materiais apreendidos representam um prejuízo superior a R$ 640 mil, o que acaba sendo repassado ao consumidor.

O gerente do barracão, Kleber Sandi Fogaça, não apresentou notas ou documentos que comprovassem a origem dos materiais e acabou preso. “Apesar disso, ele nos disse que tinha comprado os hidrômetros  num leilão em 2015, mas nós conseguimos confirmar que os aparelhos foram retirados de residências ainda neste ano”. Mesmo sendo preso em flagrante, o homem – que não tinha antecedentes criminais – pagou fiança em juízo, na manhã desta sexta-feira (24), e vai responder em liberdade por crime de receptação qualificada.

Foto: Felipe Rosa.
Foto: Felipe Rosa.

Segundo Emmanoel David, as ações em conjunto com representantes de operadoras de telefonia e com as estatais de energia elétrica e de abastecimento devem continuar. O objetivo é localizar produtos de cobre como cabos de energia e tampas de bueiros, como forma de coibir o volume de furtos desses produtos. “Temos uma determinação da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) para averiguar os locais que possivelmente estariam recebendo produtos furtados e passamos a traçar uma estratégia de abordagem. Vamos reiterar essas ações de forma periódica, até que tenhamos reduzido o número de furtos daqueles materiais”, conclui o delegado.

Prejudica a todos

O gerente Antônio Carlos Gerardi, que responde pela Sanepar em Curitiba, Região Metropolitana e também no litoral do Paraná, disse que toda vez que um hidrômetro é furtado, os clientes são os primeiros a serem prejudicados. “Primeiro porque ficam sem água até a troca do equipamento, depois pelo valor que precisa ser debitado para essa troca, já que a maioria dos hidrômetros custa em torno de R$ 150”.

A Sanepar informou também, por nota, que está acompanhando as investigações e dando apoio com informações que a Polícia Civil possa precisar. Isso porque existe a possibilidade de que algum funcionário tenha ajudado no desvio dos hidrômetros do depósito da companhia de saneamento.

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