Uma denúncia levou uma equipe da Rotam da Polícia Ambiental a uma fabriqueta de palmito em Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na tarde desta quarta-feira (17). No local, os policiais encontraram 377 quilos de palmito juçara prontos, já guardados nos potes, preparados para a venda, e outras 1.107 cabeças de palmito in natura.

Segundo os policiais, a denúncia apontava a ação dos palmiteiros no Parque das Lauráceas. A informação era a de que os homens, numa caminhonete carregada com palmito, estavam numa vila e seguiriam para a suposta fabrica ilegal. Ao encontrarem os suspeitos, eles se entregaram sem esboçar reação.

Fábrica onde os palmitos eram colocados no pote foi descoberta por policiais da Rotam da Polícia Ambiental. Foto: Colaboração.
Fábrica onde os palmitos eram colocados no pote foi descoberta por policiais da Rotam da Polícia Ambiental. Foto: Divulgação/Polícia Ambiental.

Sujeira

A fabriqueta funcionava em uma casa, de aproximadamente 70 metros quadrados, e tinha, segundo a equipe, condições insalubres. O material ficava exposto ao tempo e sem condições sanitárias. O banheiro do local, por exemplo, ficava ao lado de onde os palmitos eram envasados.

Termo circunstanciado

Quatro homens foram conduzidos ao Batalhão de Polícia Ambiental, em São José dos Pinhais, RMC, onde assinaram um termo circunstanciado. Eles vão responder em liberdade, mas podem ter que pagar multa ou prestar serviços comunitários. A polícia informou que os quatro são de São Paulo e dois deles eram reincidentes na retirada de palmito.

Segundo os policiais, cada uma das cabeças de palmito encontradas representa uma árvore cortada. A dica que foi dada é para que os consumidores sempre se atentem ao rótulo da embalagem que comprar e não levar para a casa se for palmito juçara. Os palmitos que são legalizados são do tipo Palmeira Real ou Pupunha.