A reconstituição da morte do soldado Rodrigo Federizzi, assassinado pela própria esposa, Ellen Homiak da Silva, está programada para quinta-feira (25) dessa semana. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deve fazer todo o percurso que Ellen diz ter feito antes, durante e depois do crime.

“A nossa principal busca é por sanar pontos divergentes no que disse Ellen durante os depoimentos e interrogatórios. Queremos tentar entender como as coisas, de fato, aconteceram para apontarmos as contradições”, explicou o delegado-titular da DHPP, Fábio Amaro.

Para o delegado, os pontos-fracos no que foi passado por Ellen até agora são pelo menos quatro e começam com o suposto sequestro que ela diz ter sofrido dois meses antes do crime. A polícia ainda busca encontrar a arma usada no crime, entender porquê ela mentiu sobre a mala – que Ellen disse ter queimado – que foi encontrada e também localizar a aliança de casamento que ela diz ter sido roubada durante o sequestro.

“A reconstituição também será importante para mostrarmos que Ellen seria capaz, sim, de praticar o crime sozinha e depois de ocultar o corpo sem a ajuda de ninguém. Mas também vamos poder descobrir caso ela tenha tido a ajuda de algum comparsa”, disse o delegado.

A DHPP ainda não conseguiu detalhes sobre o sumiço do dinheiro que Rodrigo tinha na conta bancária, cerca de R$ 50 mil. Os policiais esperam a quebra do sigilo bancário para descobrir como esse dinheiro foi retirado da conta e em que dia. A quebra do sigilo telefônico também foi pedida.

Ellen já está no sistema prisional, na Penitenciária Central do Estado Feminina, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Depois da reconstituição, que vai durar o dia todo, ela será novamente interrogada pelos policiais. O filho do casal, que tem 9 anos, está com os avós paternos.

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