Cinco dos sete torcedores do Athletico podem ser indiciados por tentativa de homicídio ou por provocação de tumulto após serem identificados pela Polícia Civil em um vídeo em que aparecerem agredindo três moradores de rua. Os outros dois identificados são menores de idade e podem ter de cumprir medidas socioeducativas.

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Segundo o responsável pela Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe), da Polícia Civil do Paraná, delegado Clóvis Galvão Gomes, duas das três vítimas tiveram lesões leves após serem agredidas, o que pode levar ao indiciamento por provocação de tumulto. Mas há ainda a terceira vítima, que sofreu as agressões mais graves, e que não foi encontrada pela polícia. Se aparecer e prestar depoimento, o caso dos torcedores se agrava e, então, o indiciamento pode ser por tentativa de homicídio.

O crime ocorreu na Av. Sete de Setembro, nas proximidades da Arena, antes da partida entre Athletico e Internacional (RS), pelo Brasileirão, em 14 de julho de 2019.

Segundo o delegado, os suspeitos foram identificados como membros de um comando dissidente da torcida organizada do Furacão.

Além dos sete, a polícia afirma que há mais cinco pessoas envolvidas na ação que ainda não foram identificadas. Até o momento, as investigações apontam que são 12 agressores.

Entre as três vítimas, dois dos moradores de rua são parentes, tio e sobrinho. Segundo a Polícia Civil, eles se abrigam nas marquises dos prédios da região e em dias de jogos aproveitam para cuidar dos carros. A terceira vítima ainda não foi localizada.

No caso de os cinco terem de responder por tentativa de homicídio, a pena é de até 16 anos de prisão, segundo o artigo 131.° do Código Penal.

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