A Polícia Civil de Londrina vai apurar o caso de um homem de 68 anos que foi dado como morto pelo hospital na quinta-feira (22), mas que voltou a respirar enquanto era preparado para o velório. A situação ocorreu logo após o “óbito” ter sido constatado por uma equipe do Hospital da Zona Norte. A própria família do paciente procurou a polícia para registrar o boletim de ocorrência.

De acordo com o diretor-geral do Hospital da Zona Norte, Luiz Koury, o idoso estava internado no Zona Norte desde o dia 13 de setembro e apresentava um quadro complexo. Além de uma úlcera de pele, o paciente tinha tido pneumonia e o quadro se transformou em septicemia, uma infecção generalizada. “Na quarta-feira, ele teve quatro paradas cardiorrespiratórias. Foi reanimado e ficou no aparelho para respirar. Na quinta, teve outra parada, mas não conseguimos reanimá-lo”, afirmou o médico.

Koury assinala que uma equipe composta por três funcionários – um técnico de enfermagem, uma enfermeira e um médico – fez o procedimento para verificar se o paciente havia entrado em óbito realmente. Após a avaliação, foi emitido pelo médico responsável o atestado de óbito. “A Ascef (Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina) foi chamada e levou o corpo. Três horas depois, foi que se notou que ele poderia estar respirando”.

Foi na preparação do corpo para o velório que uma das servidoras notou um movimento no abdome do homem. Os funcionários chamaram o Samu, que constatou que o idoso ainda estava vivo. Ele foi levado para a Santa Casa, onde segue internado.

Além da investigação criminal, uma sindicância será aberta pelo Comitê de Qualidade do Hospital da Zona Norte para investigar o ocorrido. Para o diretor-geral da instituição, há três hipóteses que podem explicar a situação. “Uma delas seria a falha humana, o que é muito pouco provável, porque três pessoas fizeram procedimentos para verificar o “óbito”. A segunda possibilidade seria uma narcolepsia, que é um sono profundo. E a terceira, seria o chamado Fenômeno de Lázaro”, cita o médico, ao se referir a uma síndrome na qual o paciente, após frustradas tentativas de reanimação, volta espontaneamente a ter os batimentos cardíacos ativos.

Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa de Londrina, o quadro do paciente continua grave. Ele permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), inconsciente e respirando por aparelho. Ainda com hipotermia, o paciente vem sendo mantido aquecido com manta térmica.

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