Mais um suspeito de matar o advogado criminalista Leonardo Ivankio Sudul, de 28 anos, foi preso pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a polícia, Kaleu Cordeiro de Almeida, 22, foi encontrado, na tarde da última sexta-feira (22), no bairro Parolin, em Curitiba. Aos policiais, ele teria confessado o crime.

De acordo com a DHPP, o rapaz foi o responsável por executar o advogado. Teriam sido disparados quatro tiros. Na delegacia, Kaleu confessou o crime e alegou que ele e sua família estavam sendo ameaçados por telefone.

“Ele diz que recebeu algumas ligações e que diziam que, se ele não matasse o advogado, ele ou a família dele estavam em risco. Por isso decidiu tomar a atitude”, contou o delegado Cássio Conceição, reforçando que a o que foi dito por Kaleu não convenceu.

O crime aconteceu no começo de novembro e o carro do homem foi encontrado completamente queimado no bairro Uberaba, em Curitiba. Foto: Arquivo.
O crime aconteceu no começo de novembro e o carro do homem foi encontrado completamente queimado no bairro Uberaba, em Curitiba. Foto: Arquivo.

O assassinato do advogado aconteceu no começo de novembro e o carro do homem foi encontrado completamente queimado no bairro Uberaba, em Curitiba. Dias depois, três homens suspeitos do crime, Kleverson Hilhian da Silva Prestes, Nixon dos Santos Benites e Leandro Cubas Lima, foram presos em Santa Catarina (SC).

No dia em que o trio foi abordado, Kaleu estava junto. “Não conseguimos prendê-lo na época, pois não tínhamos nenhuma prova a respeito dele. Por conta disso, foi liberado, mas depois se apresentou à delegacia e confessou o crime. Pudemos pedir a prisão”, detalhou o delegado.

Ao confessar o crime, Kaleu deu uma nova informação aos policiais, mas que também não convenceu. “Ele diz que matou o advogado e que planejou o crime sozinho. Mas temos provas que nos mostram que ele agiu acompanhado”.

Arma de uso restrito estava com uma mulher, que foi presa, mas já liberada pela Justiça. Foto: Colaboração/Polícia Civil.
Arma de uso restrito estava com uma mulher, que foi presa, mas já liberada pela Justiça. Foto: Colaboração/Polícia Civil.

Emboscada

A polícia descobriu que, antes de desaparecer, o advogado passou na casa de um dos suspeitos do assassinato. “O automóvel da vítima tinha rastreador, por isso, notamos que ele passou na casa de um dos suspeitos antes de desaparecer. Eles marcaram um encontro com o criminalista, que foi morto e carbonizado”.

Conforme apurou a Tribuna do Paraná, todos os presos já tinham passagens criminais, até mesmo por outros homicídios, e eram defendidos pelo advogado morto. Para a polícia, Leonardo foi vítima de uma emboscada. O advogado teria ido ao encontro dos homens para conversar sobre um dos processos que eles respondiam, mas não imaginava que seria morto.

Motivo é mistério

O que motivou o assassinato ainda é um mistério para a polícia, mas estaria ligado a um processo que não acabou como os bandidos queriam. Durante as investigações, a polícia conseguiu gravar conversas de telefone, com autorização da Justiça, e chegou até uma moça, de 20 anos, que foi presa na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

A jovem guardava uma metralhadora, que seria de Kleverson, que foi preso em Santa Catarina. Nas conversas de telefone, além de comentarem sobre a arma, as ligações tratavam também sobre o depoimento que Kaleu prestou à DHPP quando confessou o crime. Um suposto advogado dizia que ele tinha se saído bem no que disse aos policiais.

Kaleu continua preso e foi encaminhado ao Sistema Prisional. Já a moça, que chegou a ser encaminhada à delegacia, vai responder por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, mas foi liberada pela Justiça.

De acordo com a DHPP, Kaleu foi o responsável por executar o advogado. Teriam sido disparados quatro tiros. Foto: Colaboração/Polícia Civil.
De acordo com a DHPP, Kaleu foi o responsável por executar o advogado. Teriam sido disparados quatro tiros. Foto: Colaboração/Polícia Civil.