Momentos de tumulto foram registrados por uma câmera de celular durante a operação realizada pelo Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, na manhã desta sexta-feira (5). O grupo cumpria mandados de busca e apreensão na carceragem onde são mantidos presos policiais, em Curitiba, mas não informou os funcionários do local a respeito da ação.

A cela fica na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), na Vila Izabel, onde os agentes do Gaeco entraram armados pela porta principal sem explicar a ação e seguiram em direção às celas dos policiais presos na unidade.

Segundo o Gaeco, a operação foi deflagrada em virtude de notícias de que policiais tinham acesso a aparelhos de comunicação, notadamente telefones celular. Com isso, o mandado foi expedido pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Curitiba e eles seguiram até o local para cumpri-lo.

Na cela, foram apreendidos diversos celulares, computadores, modens e roteadores para acesso à internet.

Por meio de uma nota, a Polícia Civil se manifestou sobre o caso:

A Corregedoria Geral da Polícia Civil informa que instaurou nesta sexta-feira (05/05) um inquérito policial para apurar os fatos ocorridos na carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) onde foram encontrados celulares e notebooks.

A Corregedoria ressalta ainda que no dia 27/04, foi solicitado ao judiciário a quebra de dados telefônicos de um dos aparelhos que estaria na carceragem – destinada a presos policiais civis -, a fim de verificar a veracidade das denúncias que chegou até a instituição.

A direção da Polícia Civil enfatiza que qualquer ato em desconformidade com as regras de conduta contidas nas leis e no estatuto da Polícia Civil será rigorosamente apurado pela instituição.