Maciel Alencar Bezzerra, 42 anos, e Anderson da Rocha Padilha, 35 anos, foram presos na manhã de terça-feira (13) suspeitos do homicídio violento praticado contra Welton dos Santos, 41 anos, que foi morto a pedradas. O crime ocorreu em 6 de maio deste ano, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), na região do Caiuá, durante uma discussão. Um adolescente de 16 anos também foi apreendido suspeito de participação no crime.

Segundo o delegado Thiago Nobrega, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os suspeitos já cumpriam pena na Colônia Penal do Piraquara, na Grande Curitiba, por crimes de roubo e tráfico de drogas. Porém, o pedido de prisão no caso do homicídio só saiu na semana passada. “Agora, eles devem ficar detidos também por esse caso, até que corra o processo da morte de Welton. Estamos convictos e temos provas de que o crime foi cometido por eles”, disse Nobrega.

Conforme apurado nas investigações da polícia, Maciel Bezerra era o atual companheiro da ex-mulher da vítima. “Welton dos Santos costumava ingerir bebidas alcoólicas e fazer algazarra, quando ia visitar as filhas que moravam na casa da ex-mulher. Os familiares que moravam com ela ficavam incomodados, inclusive o Anderson Padilha, que é ex-cunhado dela”, afirmou Thiago Nobrega.

Em uma dessas visitas, durante uma discussão, Welton foi morto com golpes de pedradas, principalmente na cabeça. A investigação ainda aponta que, para dificultar o trabalho da polícia, os suspeitos arrastaram o corpo da vítima por cerca de 190 metros, alterando a cena do crime. “Eles decidiram retirar o corpo do homem da frente da casa deles e o levaram para outra rua”, contou o delegado.

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Os dois suspeitos negam participação no crime. “Não tenho nada a ver com isso. Estou sendo acusado porque testemunhas disseram que fui eu, mas não fui. Eu conheço os familiares, frequentava a casa, mas nesse dia eu não estava lá”, alegou Maciel Bezerra. Ele cumpre pena por roubo na Colônia Penal, mas, na época do crime, estava foragido do local. “Eu não tinha fugido. Apenas não fui assinar o comparecimento”, relatou. Maciel ficou ausente da Colônia por cinco meses. Há três semanas, ele havia voltado a cumprir a pena por roubo e, na terça-feira, foi preso pelo homicídio na CIC.

Já Anderson Padilha estava preso desde maio. Na época da morte de Walter, ele estava foragido, mas a polícia descobriu um mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico, quando abriu as investigações do homicídio.

Os suspeitos vão responder pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e cruel) e fraude processual. O adolescente, que confessou sua participação no crime, deve responder pelo ato infracional capitulado.

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