Quatro pessoas foram presas em flagrante na manhã desta quinta-feira (17) por receptação dolosa – quando alguém recebe, guarda ou compra um algo, sabendo ser produto de um crime – durante uma operação realizada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Os suspeitos presos estavam com telefones que teriam sido furtados de uma loja de um shopping da capital.

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O principal suspeito de furtar e vender os aparelhos foi identificado como ex-funcionário de uma loja instalada em um shopping no bairro Novo Mundo, local de onde ele teria desviado 119 aparelhos, causando um prejuízo superior a R$ 130 mil.

Furtos

Celulares que estavam com os receptadores. Foto: Atila Alberti
Celulares que estavam com os receptadores. Foto: Atila Alberti

As investigações iniciaram há dois meses quando o gerente da loja notou a falta de aparelhos no estoque e formalizou o boletim de ocorrência. Ao iniciarem as averiguações, os policiais logo perceberam que a pessoa que cometeu os furtos tinha conhecimento da rotina do local e do sistema de monitoramento por câmeras e alarmes.

Descoberto, o ex-funcionário foi autuado pelo crime de furto qualificado, pois tinha fácil acesso aos produtos. Foi apurado ainda que ele tinha um salário mensal de R$ 1,4 mil.

O delegado-adjunto da DFR, Emmanoel David, que coordenou a investigação, revela que o suspeito foi conduzido para a delegacia, onde admitiu ter subtraído os aparelhos. “Ele afirmou que agia sozinho e que teria lucrado aproximadamente R$ 50 mil com a venda dos aparelhos”, explicou.

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Já dentre os quatro suspeitos presos por receptação, estão a esposa e o cunhado do ex-funcionário da loja. Os dois foram flagrados utilizando aparelhos furtados.

Compradores dos aparelhos

De acordo com a polícia foram expedidos 19 mandados de condução coercitiva contra pessoas que estariam utilizando os aparelhos furtados. Um advogado e um policial militar também foram identificados utilizando aparelhos que foram subtraídos da loja, porém assinaram um Termo Circunstanciado por receptação culposa – quando não há conhecimento de que o objeto comprado é fruto dos crimes de roubo ou furto –  e foram liberados.

“Essas prisões servem de alerta à população, para que não sejam adquiridos telefones sem procedência ou origem comprovada. A orientação é para que o consumidor exija nota fiscal e fique atento quando produtos são anunciados por valores muito abaixo do praticado no mercado”, alertou o delegado.

David afirma que as investigações seguem para localizar os demais aparelhos e identificar outros compradores. Conforme informações levantadas pela polícia, alguns telefones foram habilitados fora do Paraná.

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