O tumulto, que tomou conta da carceragem da Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), terminou com um preso morto na noite desta terça-feira (14). Segundo informações do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Nilton Ribeiro, uma tentativa de fuga ocorreu após um dos detentos solicitar um remédio ao carcereiro.

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O advogado explicou que a confusão, conforme descrita pelo delegado Amadeu Trevisan e pelos policiais, começou após um preso pedir medicamentos. No momento em que o agente entrou na carceragem, os internos aproveitaram para agir. Diante do espancamento de um dos policiais, seu colega sacou a arma e atirou. Um dos presos, de 25 anos, foi baleado e morreu na hora.

Segundo o advogado, a situação se dá pela superlotação, mas não pode ser explicada como uma espécie de protesto dos internos. No local, que tem capacidade para 8 detentos, estão presas 64 pessoas. “Fato é que delegacia não é local de preso, é local de investigação”, sentenciou.

Nilton Ribeiro disse que aguarda uma solução para o problema, já que teve sinalizações positivas da Secretaria de Segurança Pública do Paraná e do Departamento Penitenciário (Depen). “É uma situação muito difícil pro preso, pros policiais que trabalham com uma situação de tensão, de estresse, é difícil pra todo mundo. Espero que logo o Depen resolva isso, eu tenho visto uma boa intenção do departamento”.

Após a situação, a Polícia Militar e Guarda Municipal de São José dos Pinhais foram chamadas para acompanhar o caso, além da OAB-PR. A situação foi controlada pouco antes da meia noite de terça.

Fugiu do controle!

Em nota, a Polícia Civil confirmou que o motim começou por volta das 21h e disse que os presos queriam atendimento médico para um detento que estaria passando mal. “De imediato, um policial civil plantonista foi verificar a situação – momento em que acabou sendo rendido pelos presos, que passaram a espancá-lo violentamente dizendo que iriam matá-lo”.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, “outro policial civil plantonista deu ordem para que cessassem as agressões, entretanto não foi atendido e o servidor continuou sendo espancado pelos detentos. Em razão disso, efetuou um disparo de arma de fogo na porta de ferro da carceragem, porém os detentos continuaram o espancamento”.

Ao ver que a situação fugiu do controle e o real risco de morte do servidor rendido, o investigador que estava do lado de fora reagiu. “Ele desferiu outro disparo contra os agressores, resultando na morte do preso Cristiano Rodrigo Adriano, 25 anos”. Segundo a instituição, cinco detentos, que tentaram contra a vida do policial civil, foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio. Um inquérito policial foi aberto para apurar os fatos.

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