Um homem identificado como Alessandro, 30 anos, é o principal suspeito do homicídio de Rogério Tiago Costa, 31 anos, que foi encontrado morto com 10 tiros na tarde de quinta-feira (1), nas margens de um córrego em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba. Conhecido como “Japa”, Alessandro foi preso pela Polícia Civil no último fim de semana. O motivo do crime teria sido um desentendimento por causa da guarda da filha de Rogério com a ex-companheira.

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Segundo o delegado Tiago Baltazar Ferreira Dantas, da delegacia de Almirante Tamandaré, Japa estaria namorando a ex-mulher da vítima. Dias antes do crime, Rogério Costa teria tirado a filha menor de idade da casa da mãe, levando-a para a sua residência. Isso foi o estopim para um desentendimento entre os dois homens. “No dia do crime, ainda na madrugada de quinta-feira, por volta das 4h, Japa e a mãe da menina foram até a casa de Rogério para tirar a criança de lá. A ex-sogra da mãe entregou a menina.

Depois, perto do meio-dia, Japa voltou sozinho até a casa para cometer o crime”, apontou Dantas.
Ainda segundo informações da Polícia Civil, Rogério queria ficar com a filha porque a mãe estava frequentando locais inadequados. “Ela estaria visitando bocas de fumo junto com a menina. O pai queria evitar que a filha fosse nesses locais. Mas isso ainda será investigado. O fato é que mais um crime foi solucionando rapidamente pelas equipes da polícia”, afirmou o delegado.

A polícia não descarta a participação de outras pessoas no crime.

Achado do corpo

Um pescador encontrou o corpo de Rogério Costa na tarde da última quinta. O corpo estava no fim da Rua José Real Prado, em um carreiro próximo de um córrego na Vila Prado. O achado foi por volta das 16h40.

A vítima levou pelo menos dez tiros de calibre 9 mm. No local, no dia do achado, a perícia informou que o crime se assemelhava a uma execução feita ali mesmo, no barranco do córrego. “Dez estojos de 9 mm foram encontrados no local. Isso indica que o crime ocorreu ali mesmo. Provavelmente, os suspeitos trouxeram o homem até o fim da rua principal, pegaram o carreiro e praticaram a ação. Alguns disparos foram feitos depois que ele já estava de ponta cabeça no barranco”, apontou o perito Edmar Cunico, da Polícia Civil.

O pescador que encontrou o corpo é morador da Vila Prado, mas ele já havia deixado o local após ter acionado a Polícia Militar (PM). O corpo só foi identificado depois que foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).

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