A Colônia Penal Agroindustrial (CPA), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, teve um princípio de rebelião no fim da tarde desta quinta-feira (22). Na ação, um agente penitenciário foi espancado. Ele foi atendido pela equipe médica no local e passa bem.

Segundo o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), os detentos tentaram entrar na unidade com um celular. Ao perceber a ação, o agente, que estava no posto de vigilância, solicitou uma revista, o que desencadeou as agressões. De acordo com essa testemunha, ele foi cercado e espancado por detentos.

Para conter o motim, a Polícia Militar e o grupo de Atuação Especial do Depen interviram, e usaram balas de borracha para conter o tumulto. Não há mais informações sobre feridos até o momento.

Com a confusão, a direção do presídio determinou que fosse feito um ‘pente fino’ no local, e 19 celulares foram encontrados, além de drogas e sete chips de celular, durante as revistas. Dois detentos, que foram identificados participando das agressões, foram enviados para o regime fechado e aguardam decisão do Conselho Disciplinar da penitenciária.

Foto: Marco Charneski/Tribuna do Paraná
Foto: Marco Charneski/Tribuna do Paraná

Só os agentes sabem

Em nota divulgada à imprensa, Ricardo Miranda, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), disse que a situação na Colônia Penal Agrícola e Industrial é insustentável. “Além de não ressocializar ninguém neste lugar, a péssima estrutura e o baixo efetivo de pessoal faz com que os agentes penitenciários coloquem suas vidas em risco diariamente. É preciso investimento urgente em infraestrutura e em contratação. Também é imprescindível que o Estado não venha com medidas ilusórias, buscando soluções onde não há. Somente o agente penitenciário sabe o que acontece aqui dentro e o que é preciso fazer para mudar”, disse o líder do sindicato.

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