Quatro pessoas foram presas suspeitas da morte de Daniel Antônio Oliveira, de 19 anos. O rapaz era filho de um candidato a deputado federal e foi morto a tiros a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Os assassinos sequestraram uma mulher para usar o carro dela para o crime e o motivo do assassinato, segundo a Polícia Civil, estaria relacionado às drogas.

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As prisões aconteceram na manhã desta terça-feira (13) e, de acordo com a polícia, além dos quatro detidos um homem continua foragido. Para chegar à prisão do grupo, a Delegacia de São José dos Pinhais montou uma operação policial, no bairro São Marcos, onde 17 mandados judiciais foram cumpridos.

O crime aconteceu por volta das 23h50 do dia 25 de setembro deste ano, na esquina das ruas Brasílio Cavalim Carvalho com Olímpio Ferreira da Cruz, no mesmo bairro onde o grupo foi preso. Segundo a polícia, quatro pessoas chegaram, num Citroën Picasso roubado, e três deles desceram. Daniel foi morto a tiros e morreu no local.

A investigação da Delegacia de São José dos Pinhais descobriu que, na noite do crime, a dona do carro usado pelos assassinos foi mantida em cárcere privado por três mulheres, que seriam as namoradas dos suspeitos, até que Daniel fosse executado. Após o crime, os atiradores voltaram ao cativeiro e obrigaram a dona do carro a lavar as roupas sujas. Uma das blusas foi queimada, pois estava suja de sangue da vítima.

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Motivação do crime

Na noite do crime, o pai de Daniel, José Carlos Oliveira, candidato a deputado federal pelo PT, fez várias postagens nas redes sociais denunciando o assassinato e dizendo que o filho tinha sido morto para atingi-lo. “Assassinos profissionais. Tudo leva a um crime político. Mataram Daniel para me atingir, para acabar comigo”, disse o candidato.

Apesar da suspeita levantada pelo pai, a polícia investigou e descobriu que, a princípio, o crime não teve ligações políticas e sim estaria relacionado às drogas. “A vítima costumava pegar drogas com um grupo criminoso que atuava na região, mas no dia do crime ele havia comprado drogas para consumir com outro grupo, que atua na mesma região, momento que os suspeitos se sentiram traídos por Daniel”, explicou o delegado Michel Teixeira, responsável pelo caso.

A princípio, a morte de Daniel não teve ligações políticas e sim estaria relacionado às drogas. Foto: Aquivo.
A princípio, a morte de Daniel não teve ligações políticas e sim estaria relacionado às drogas. Foto: Aquivo.

Segundo o delegado, a polícia analisou imagens de câmera de segurança e ouviu várias testemunhas e familiares, o que fez ter certeza sobre a motivação do crime. Dos quatro homens envolvidos, dois foram presos em Santa Catarina (SC), quando planejavam assaltar sítios e casas numa área rural da cidade de Santa Terezinha, e um morreu em confronto policial nesta mesma ação.

O nome do homem foragido não foi divulgado, isso porque a polícia acredita que é questão de tempo prendê-lo. Segundo o delegado, durante o interrogatório, todos os que foram detidos não quiseram falar sobre o crime e permaneceram calados. Ainda conforme a polícia, todos os envolvidos já presos tinham antecedentes criminais por tráfico de drogas. O grupo vai ser indiciado por homicídio qualificado e associação criminosa.

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