Em tempos em que casos de machismo se tornam cada vez mais inaceitáveis, uma policial militar mostrou como deve ser feito quando uma mulher se sente atingida. Nesta semana, enquanto conversava com dois colegas de farda, ela foi constrangida por um sargento que se intrometeu na conversa e disse que ela estava estressada porque “faltava sexo”. O comentário virou caso de polícia.

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A situação aconteceu enquanto os policiais envolvidos estavam em uma companhia da PM no bairro Tatuquara, em Curitiba. De acordo com as informações do boletim de ocorrência registrado pela policial militar, ela conversava com dois colegas dizendo que estava estressada e nisso o sargento, que a ouviu desabafar, se meteu na conversa.

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O policial teria dito a soldado que o problema dela não era estresse. “O seu problema é falta de sexo, de arrumar alguém que te leve para o motel, puxe seu cabelo e te coma gostoso”, disse o policial, conforme está relatado no BO.

Nervosa, a policial retrucou o sargento dizendo que o problema dela não era esse e que ela respeitava e muito a pessoa com quem tem relacionamento. Mas o sargento, ao invés de se calar, respondeu novamente: “É o seu problema sim, não é? Né que o problema dela e de toda mulher estressada é falta de sexo, transar?”, disse o policial, conforme está descrito no BO.

Ainda mais incomodada e nervosa, a policial saiu chorando da sala em que estava, mas agiu como toda mulher que se sente invadida faz: denunciou. Primeiro, ela levou a situação ao conhecimento do comandante dela e depois registrou boletim de ocorrência.

Próximos passos

O registro do boletim de ocorrência contra o colega de farda foi feito, mas cabe agora a ela representar contra o sargento ou não. Ainda não se sabe se ela vai querer dar sequência a situação, mas seu prazo é de seis meses. Em respeito à policial, a reportagem tomou a decisão de não dar o nome dos envolvidos.

À Tribuna do Paraná, a Polícia Militar informou que o Batalhão ao qual a soldado da PM pertence abriu Inquérito Policial Militar para apurar o caso. A corporação informou ainda que conta com mecanismos internos para apuração de conduta de seus integrantes e quando há denúncia elas são apuradas. Se ficar comprovada alguma irregularidade, os envolvidos sempre são responsabilizados dentro das normas e da lei.

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