O condomínio residencial Serra do Mar II, que fica no bairro Rio Pequeno, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e está sempre nos noticiários policiais, voltou a ser notícia. Na noite desta quarta-feira (11), o alvo foi Airton Bernardo da Silva, 30 anos, o síndico do local. O homem foi morto com pelo menos 10 tiros.

Para a polícia, Airton já estava sofrendo ameaças há alguns dias. Através do Facebook, o síndico chegou a relatar o que vinha passando e pedia a proteção de Deus. O crime pode estar diretamente relacionado às drogas, uma vez que, segundo os moradores, o alvo dos bandidos era um traficante conhecido no condomínio e amigo do síndico morto.

A Tribuna do Paraná apurou que era por volta das 10h quando quatro homens armados chegaram e invadiram o local. O bando estava atrás de um dos traficantes que, conforme os moradores, comanda o tráfico de drogas no condomínio. Como o homem não foi encontrado, Airton foi assassinado no lugar dele, por ser uma pessoa considerada como “braço direito” do traficante.

Através do Facebook, o síndico chegou a relatar o que vinha passando e pedia a proteção de Deus. Foto: Reprodução/Facebook.
Através do Facebook, o síndico chegou a relatar o que vinha passando e pedia a proteção de Deus. Foto: Reprodução/Facebook.

O síndico do residencial foi assassinado com pelo menos 10 tiros, mas os moradores disseram ter ouvido quase 15 disparos. Os atiradores usaram duas armas: uma pistola calibre 380 e outra pistola de calibre 9 milímetros.

Histórico violento

A Delegacia De São José Dos Pinhais investiga mais este assassinato, registrado no condomínio, que é conhecido pelas mortes e pelas constantes operações feitas pela Polícia Militar (PM) e Guarda Municipal (GM). Em 2015, por exemplo, uma operação da PM chegou a ocupar o residencial e 11 pessoas foram presas.

No condomínio, que tem 550 apartamentos e é considerado um dos pontos críticos da cidade quando o assunto é violência, a investigação da PM apontou, na época, que os traficantes atuam como “síndicos”. Moradores denunciaram que entre os abusos dos bandidos estão a cobrança de “pedágio” e a lei do silêncio.

Foto: Colaboração/Programa 190.
Foto: Colaboração/Programa 190.