R$ 3.500 mil, pelo menos, é o valor da aliança que o recém-casado motorista Valdenei Lemes dos Santos, 39 anos, perdeu durante um arrastão à linha de ônibus que ele conduzia, na manhã deste sábado (17). Dois assaltantes entraram no coletivo e fizeram a limpa em cerca de 20 passageiros. E Valdenei, debaixo de ameaças dos ladrões, só não foi baleado porque tinha a aliança para entregar, pois não carregava mais nada de muito valor consigo.

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O motorista, que conduzia a linha Cajuru, conta que havia acabado de passar pelo terminal Guadalupe e, no ponto seguinte, na Rua Nilo Cairo, parou para pegar um passageiro, um homem idoso. “No ponto de ônibus tinha mais gente, mas só este senhor ia embarcar na linha. Junto com ele subiram dois rapazes, que foram empurrando este senhor. Entraram e já disseram que era um assalto, que não adiantava ninguém esconder nada”, contou o motorista.

Valdenei, debaixo de ameaças dos ladrões, só não foi baleado porque tinha a aliança para entregar aos marginais. Foto: Denis Ferreira Neto.
Valdenei, debaixo de ameaças dos ladrões, só não foi baleado porque tinha a aliança para entregar aos marginais. Foto: Denis Ferreira Neto.

Os dois ladrões – um deles armados com um revólver calibre 38 – passaram de passageiro em passageiro, recolhendo tudo o que de valor encontrassem. Na saída, os bandidos decidiram que queriam sair pela porta da frente e foram importunar o motorista. Um deles pediu que o motorista entregasse a carteira. “Eu disse que não tinha dinheiro. Então ele pediu pra ver minha carteira, dizendo que se ele encontrasse dinheiro dentro, ia dar um tiro em mim”, contou Valdinei.

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Em seguida, vendo que o motorista realmente não tinha dinheiro, pediu para o trabalhador entregar o celular. Mas Valdinei estava com um aparelho bem velho e o ladrão não quis levar. Aí o ladrão pediu o relógio, mas o trabalhador também não usava nenhum. Então o assaltante viu que o motorista tinha uma aliança ainda nova no dedo e a levou embora.

“Eu estou recém-casado. Nem terminei de pagar as alianças ainda, que custaram R$ 7 mil. Eu estava usando um óculos de sol, que o marginal ainda pediu ‘licença’ pra tirar do meu rosto e levar embora”, lamentou, contando que a dupla desceu na Praça do Expedicionário.

Outros motoristas, que já ficaram sabendo do roubo, disseram a Valdinei que os suspeitos continuavam assaltando na região da Praça do Expedicionário. Apesar disto, a Polícia Militar não conseguiu localizá-los. Ambos vestiam casacos grandes de cor preta com capuz. Um deles vestia bermuda e o outro uma calça preta.

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“Negócio é entregar pra Deus, porque pra eles (os assaltantes) é tudo ou nada. E o pior é que se eu vejo alguém suspeito no ponto de ônibus, eu não posso passar reto. Mesmo assim tenho que parar e recolher, porque eu posso estar enganado e ser mesmo um passageiro. Neste caso, tinha um senhor idoso que ia embarcar. Eu não podia passar reto do ponto. Este já é o terceiro assalto que sofro. Num deles, o bandido carregava uma pistola. Mas foram em outras linhas. Essa linha Cajuru é muito tranquila, anda muita gente idosa, estudante. Não imaginei que fosse sofrer roubo nela”, lamentou o motorista.

Boa parte dos passageiros que ele transportava eram alunos de uma faculdade, não muito longe dali. Para não perder a prova que estavam indo fazer, dividiram corridas em veículos de aplicativos e seguiram adiante.

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