O morador de rua Jackson José Valter de Oliveira Filho, 29 anos, conhecido como “Sorriso”, é o suspeito de matar de forma brutal outro morador de rua, Luiz Antônio Holmes, 55, no Xaxim, em Curitiba. O homem foi preso na última sexta-feira (26) e apresentado à imprensa nesta segunda-feira (28). A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que elucidou o crime menos de 15 dias depois, diz não ter dúvidas sobre o que ele fez.

No dia em que foi encontrado morto, na Rua Omar Raymundo Picheth, Luiz tinha dois cortes no pescoço e teve um pedaço de pau introduzido no ânus. “Foi um crime brutal, de extrema perversão, que chocou os moradores”, disse o delegado Fábio Amaro.

Quando foi preso, o homem foi encontrado com R$ 1.800. Por ser morador de rua, os policiais suspeitaram da origem do dinheiro e, na investigação, descobriram que Jackson tinha furtado uma imobiliária no bairro Mercês e ainda tentou furtar – no dia do assassinato de Luiz – uma loja de bebidas que fica ao lado da marquise onde Luiz foi encontrado morto.

O que motivou?

Aos policiais, Jackson primeiro negou que tivesse cometido o crime. “Pouco tempo depois, já na delegacia, ele contou que teria matado o homem porque disse ter descoberto que ele era olheiro, informante de estupradores, e merecia morrer”, detalhou o delegado.

Apesar da justificativa dada por Jackson, Amaro explicou que não acreditou no que ouviu e que o motivo do crime pode ter sido uma desavença entre os moradores de rua. “Suspeitamos que a vítima, por ser uma pessoa bem-quista e conhecida na região, não quis se ´queimar` com os comerciantes. Na tentativa de evitar que o homem furtasse o comércio, ele pode ter o repreendido. Acreditamos que Jackson se irritou com isso e decidiu matar Luiz”.

Veja as imagens das câmeras de segurança no dia do crime:

Prisão temporária

A prisão de Jackson foi possível porque imagens de câmeras de segurança registraram o contato entre ele e Luiz. “Mas o que nos ajudou mesmo foram as informações que recebemos em nosso disque-denúncias. Foi através do que foi passado pela população que conseguimos chegar até Jackson”, revelou o delegado.

O mandado de prisão temporária é válido por 30 dias. Jackson, que não tinha antecedentes criminais, foi indiciado por homicídio qualificado e também deve responder pelo arrombamento da imobiliária. Ele está preso no Setor de Carceragem Temporária (Secat) da DHPP.