Josiane Aparecida Albuquerque, de 53 anos, levava um padrão de vida que não correspondia a sua fonte de renda. Foi isso que levou os policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba a descobrirem que ela, na verdade, desviava dinheiro da empresa que trabalhava. A mulher foi presa na manhã de segunda-feira (23), suspeita de causar prejuízo de mais de R$ 200 mil.

Varias compras foram feitas e a mulher chegou a mobiliar uma casa na praia com piscina, tudo com o dinheiro da empresa, disse o delegado Emmanoel David. Foto: Divulgação/Polícia Civil.
Varias compras foram feitas e a mulher chegou a mobiliar uma casa na praia com piscina, tudo com o dinheiro da empresa, disse o delegado Emmanoel David. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

O crime foi descoberto depois que a empresa de agropecuária que Josiane trabalhava fez uma auditoria e percebeu que alguns gastos estavam exorbitantes. “A empresa procurou a nossa delegacia, nós fizemos uma investigação, conversamos com alguns funcionários e chegamos até a Josiane”, explicou o delegado Emmanoel David.

Segundo a polícia, a mulher tinha acesso integral a todas as informações bancárias da empresa e, por ser detentora exclusiva do cartão corporativo, passou a usá-lo. Varias compras – como uma Ecosport e uma moto – foram feitas e Josiane chegou a mobiliar uma casa na praia com piscina. Tudo com o dinheiro da empresa.

A mulher foi presa no apartamento onde mora, no Centro de Curitiba, pela equipe de investigação da DFR. Foram cumpridos quatro mandados judiciais contra a suspeita. Durante as investigações, os policiais descobriram que ela solicitou um aumento de limite junto à operadora do cartão e ainda falsificou a assinatura do titular do cartão em uma das operações. “Ela chegou a fazer viagem, para o Rio de Janeiro, com o namorado e o filho dele. Ficaram num hotel na orla de Copacabana, tudo por conta da empresa”, disse o delegado.

Aos policiais, Josiane teria confessado ao crime, mas para a imprensa, ela preferiu ficar em silêncio, dizendo apenas que vai devolver o dinheiro que pegou. Segundo as investigações, ela trabalhou na mesma empresa por sete anos, mas agiu por dois anos. Josiane ainda planejava fugir para a Suíça desde o final do ano passado.

Foto: Gerson Klaina.
Carro também está na lista dos bens comprados com dinheiro da empresa. Foto: Gerson Klaina.

Durante o período em que desviou o dinheiro, Josiane teria feito mais de 100 transações financeiras fraudulentas. “Ela aproveitava que era a responsável pelo financeiro e, com isso, readequava os valores que gastava como se, na verdade, fossem despesas da empresa”.

A mulher vai responder por furto qualificado, uso de documento falso e falsificação material de produtos particulares. A DFR pediu ainda que as contas bancárias e os bens de Josiane sejam bloqueados judicialmente. “Pois assim podemos garantir que os valores levados vão ser devolvidos”, explicou o delegado.