O policial militar Diogo Coelho Costa, ex-marido de Andrielly Gonçalves da Silva, de 22 anos, encontrada morta em junho deste ano, vai continuar preso. A decisão foi tomada pela Justiça, que acatou o pedido da Polícia Civil e converteu a prisão temporária do PM em preventiva. Agora, o soldado da Polícia Militar permanece detido no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, sem nenhuma previsão de sair da cadeia.

Diogo é suspeito de matar a jovem, que era estudante de Direito. Ele foi preso no dia 19 de maio, época em que Andrielly ainda estava desaparecida. O pedido de conversão da prisão foi feito porque o prazo para que Diogo ficasse detido estava próximo do fim.

Segundo o que foi apurado até agora pelos investigadores, no carro do rapaz, um Fiat Marea, que foi apreendido, foi encontrado sangue, que pode ser da moça. Um exame de DNA foi solicitado e o resultado deve sair nos próximos dias, o que também vai servir como uma prova forte contra Diogo.

O corpo de Andrielly só foi encontrado após um mês do desaparecimento, na Serra da Graciosa, no litoral do Paraná. Registros de imagens de câmeras de segurança mostram os dois saindo do apartamento da jovem, por volta das 3h da madrugada do dia do sumiço. Diogo, que chegou a se internar num hospital psiquiátrico, não quis comentar o crime em depoimento, mas a polícia acredita que ele possa ter convencido a jovem a ir até a casa dos pais dela, no litoral, e no caminho tenha a matado.

O casal vivia junto há quatro anos, mas o relacionamento tinha acabado. “Ele não aceitava o fim do namoro”, destacou o delegado Reinaldo Zequinão Neto em uma das últimas coletivas à imprensa.

A defesa de Diogo nega que ele tenha se envolvido na morte da estudante de direito. Mesmo sem o rapaz ter dito sua versão, o que foi divulgado pelos advogados é que o PM teria deixado a jovem numa rodovia na noite em que ela desapareceu. Ele ainda alega que o sangue no banco do carro seria de outro momento, quando ela estava menstruada. Apesar disso, a polícia duvida do que foi dito e aguarda o resultado do exame feito para continuar as investigações, que seguem pela Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Procedimento interno

Quando Diogo foi preso, a Polícia Militar informou que ele tinha sido afastado das atividades desde o começo das investigações. Segundo a PM, o batalhão do qual o PM fazia parte soube das suspeitas em relação a ele somente após o internamento no hospital psiquiátrico. Um procedimento interno foi aberto, que pode acarretar na exoneração do soldado da corporação, e ainda segue sem nenhuma novidade divulgada.

Andrielly: Polícia pede prisão preventiva de ex-marido da estudante