Ozimar Rafael Bruno, conhecido como Teles, de 34 anos, foi preso pela polícia na última segunda-feira (25), em Curitiba. Ele é suspeito de tentar matar um homem de 28 anos, no dia 8 de outubro de 2019, no bairro Parolin, em Curitiba, no que seria uma briga entre traficantes. A prisão foi feita no mesmo bairro onde ocorreu o crime. No dia do ataque, a vítima foi baleada com cinco tiros, mas foi socorrida e sobreviveu.

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“Verificamos que a vítima tinha sido alvejada cinco vezes, quatro vezes na cabeça e uma na região do tórax. Ela foi foi levada ao Hospital do Trabalhador, fomos informados que não iria sobreviver, mas depois de 30 dias internada na CTI, a vitima conseguiu sobreviver, mas não nos ajudou na investigação”, explicou o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP),  Tito Lívio Barrichello.

Ainda de acordo com o delegado, sem a ajuda da vítima, os investigadores precisaram ir atrás de informações e de testemunhas para chegar ao autor do crime.”Ambos são traficantes de drogas e neste tipo de situação ocorre a chamada lei do silêncio, um não entrega o outro. Nem a vítima que levou cinco tiros quis auxiliar a polícia. Mas através de provas testemunhais conseguimos chegar no Teles”, disse Barichello, que confirmou que Teles foi apontado posteriormente pela vítima como autor dos disparos.

O suspeito foi preso no Parolin, onde também ocorreu o crime. Foto: Divulgação/Polícia Civil PR
O suspeito foi preso no Parolin, onde também ocorreu o crime. Foto: Divulgação/Polícia Civil PR

Perigoso

Considerado de alta periculosidade, de acordo com informações da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Teles usava tornozeleira eletrônica no dia em que vítima foi baleada, por estar cumprindo pena de 14 anos por um homicídio qualificado ocorrido em 2010. Em sua ficha criminal também constam uma acusação de um assassinato cometido em 18 de setembro de 2019 e outra tentativa de homicídio, além de furto e lesão corporal.

Preso em Curitiba, Teles segue à disposição da Justiça. Segundo a polícia, ele será indiciado por homicídio duplamente qualificado, que tem como pena de 12 a 30 anos de prisão.

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