Em entrevista ao telejornal Meio Dia Paraná, da RPC, nesta segunda-feira (5), Lucas Stumpf, mais conhecido como Lucas Mineiro, disse que viu Edison Brittes enforcando o jogador Daniel Corrêa de Freitas em cima da cama da esposa Cristiana Brittes. Considerado a principal testemunha do crime, que resultou na morte do rapaz, na madrugada do dia 27 de outubro de 2018, Mineiro também disse que ouviu Cristiana pedindo por socorro nesse momento.

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“No momento em que eu olhei pela janela, eu vi ele [ Daniel] na cama sendo enforcado. Eu vi o Edison enforcando ele em cima da cama, batendo em cima da cama. Ele [ Daniel] estava de cueca e camiseta”, contou Mineiro. A testemunha já prestou depoimento à Justiça e foi a primeira pessoa a relatar o caso à polícia, um dia depois do crime, em 28 de outubro. O jovem era um dos convidados da festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes – filha de Edison e Cristiana -, na casa noturna Shed, e acompanhou Daniel e outras pessoas na casa da família após a balada.

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Pedidos de socorro

“Ela [Cristiana Brittes] tentava pedir ajuda, mas ela não tinha o que fazer. Ela não tinha como reagir naquele momento e não ia conseguir fazer nada naquele momento, creio eu. Ela pedia socorro e eu não sei dizer se o socorro dela era por algo que aconteceu com ela mas, no meu entendimento, no meu ver do momento dos fatos, era que o pedido de socorro era pro Daniel”, disse Mineiro. O jovem ainda contou que Allana estava muito assustada e pedia para parar com as agressões. “Eu escutava ela falar muito: Meu Deus, o que está acontecendo, meu Deus”, afirmou.

Por último, Mineiro ainda disse que tentou fazer Edison parar com as agressões. “No momento em que eles estavam agredindo ele [Daniel], eu cheguei e falei: para, para. Ele [Edison Brittes] só olhou pra mim e falou: sai fora. Se você não vier me ajudar, sai fora se não você é o próximo”, lembrou. Seis dos sete acusados pela morte de Daniel estão presos desde então, inclusive Edison – que confessou o crime -, Cristiana e Allana.

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O que diz a defesa dos envolvidos

Procurado pela RPC, o advogado que defende a família Brittes, Cláudio Dalledone, disse que Lucas faltou com a verdade na entrevista. “Esse moço está merecendo ser processado criminalmente. Se isso fosse verdade, teria sido consignado, teria sido dito por ele quando foi ouvido em juízo e nada aconteceu nesse sentido. Menos ainda, na fase policial. Ele tenta, junto com o advogado dele, ganhar, nesse momento, um protagonismo. Ele quer, na verdade, aparecer”, relatou o advogado.

Por sua vez, a defesa de Lucas Mineiro, representada pelo advogado Jacob Filho, disse que o protagonismo foi e é de Edison Brittes. “Ele decepou o órgão genital de Daniel, que foi assassinado de forma brutal sem poder se defender. Esta manobra que o advogado Dalledone tenta fazer para amedrontrar a testemunha e seu advogado é em vão. Nós não temos medo, não nos acovardamos, não pertencemos a este grupo criminoso, que infelizmente não respeita limites”, declarou o advogado.