A travesti José Adriano Elias, que prefere ser chamada de Andriely Vogue, afirma que foi vítima de “nazismo” e intolerância religiosa, na madrugada deste sábado (9). Ela diz que sua casa foi invadida, o invasor levou suas coisas pessoais para a calçada e ateou fogo.

A vizinhança de Andriely, que mora na Rua Miguel Caluf, no bairro Cajuru, em Curitiba, diz que ela tem alguns transtornos que têm aumentado nos últimos anos. Um vizinho até chegou a dar queixa dela à polícia, por conta da gritaria que ela promoveu na casa e em frente ao imóvel, no início deste mês.

“Tinha dias que ela ficava gritando, batendo as coisas dentro de casa. Não sabemos por que invadiram a casa essa madrugada, se era dívida de droga, de aluguel, se foi intolerância por ser travesti, não sabemos. Mas não justifica fazerem o que fizeram com ela, de tirar as coisas para fora e atear fogo. É um ser humano e precisa de ajuda, de uma internação, para tratar o psicológico, pois ela é uma pessoa muito inteligente”, diz a vizinha Izabel Cristina Elias.

Já Andriely nega estar devendo aluguel, diz que pagou tudo e estava para deixar o imóvel, a pedido do proprietário. Na visão dela, o que ela sofreu foi “nazismo” (termo que ela usou para definir preconceito com sua opção sexual) e intolerância religiosa pois, desde que se converteu a uma religião oriental, disse estar sofrendo represálias.

A travesti não informou se irá formalizar queixa na polícia sobre o que lhe ocorreu.

Foto: Felipe Rosa.
Foto: Felipe Rosa.