Três policiais civis foram condenados pelo crime de corrupção passiva pela Justiça Criminal de Araucária, região metropolitana de Curitiba, a partir de denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça do município e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além da perda do cargo e do pagamento de multa (penas aplicadas aos três), uma policial foi condenada a cinco anos de reclusão e a quatro meses de detenção e os outros dois policiais a cinco anos de reclusão.

A decisão judicial atingiu também um homem que se passava por policial e foi condenado por usurpação de função pública. A pena fixada a ele é de três meses de detenção, além do pagamento de multa.

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De acordo com apuração do Ministério Público do Paraná (MPPR), os três policiais condenados exigiram dinheiro para liberar um preso que era investigado por tentativa de homicídio e receptação. A princípio teria sido exigido pelos acusados a quantia de R$ 40 mil, posteriormente substituída pela entrega de um veículo. Efetivamente, porém, eles chegaram a receber um relógio, enquanto prosseguiam as tratativas do “acordo”. Os quatro condenados, além de outros dois réus, também foram denunciados por outros crimes (corrupção, concussão, desvio de droga apreendida, entre outros), pelos quais foram absolvidos. Da decisão, cabe recurso e os réus poderão recorrer em liberdade.

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As investigações, conduzidas pelo Gaeco, fazem parte da Operação NFL, que teve início em julho de 2015 e apura crimes de usurpação de função pública, concussão e corrupção em associação criminosa na Delegacia de Polícia de Araucária. Os fatos que resultaram na condenação dos três policiais e do homem que se passava por policial ocorreram entre os meses de abril e junho de 2015.