Estão sendo julgados nesta quinta-feira (16), no Tribunal de Júri, em Curitiba, seis envolvidos na selvageria no Couto Pereira em dezembro de 2009, depois do jogo do Coritiba com o Fluminense, na última rodada do Brasileirão. Os homens são acusados de tentativa de homicídio com ação dolosa (com intenção) e o julgamento pode se estender.

Outros sete identificados na confusão já foram condenados, mas com penas brandas. Adriano Sutil Oliveira, Alan Garcia Barbosa, Gilson da Silva, Reimakler Allan Graboski, Renato Marcos Moreira e Sidnei Cesar de Lima tiveram a acusação mais grave.

Ao todo, segundo relatos da época, 17 pessoas ficaram feridas com o tumulto. A acusação que levou ao julgamento consiste na agressão violenta contra três policiais militares: Ricardo Luis Gomyde, Jean Oliver Plinya e Sivéria Koniuchowicz.

Pela manhã, três PMs, entre eles dois que acabaram feridos, foram ouvidos. O soldado Gomyde, que chegou a desmaiar em campo, contou o que passou. O policial disse que teve o nariz quebrado e perdeu dois dentes.

Foto: Aniele Nascimento.
Foto: Aniele Nascimento.

A partida de futebol, que acabou em confronto, manchou o centenário do Coritiba. Dentro de campo, o empate por 1 a 1 com o Fluminense, combinado à vitória do Botafogo sobre o Palmeiras, rebaixou o clube à Série B. A queda foi o estopim da maior batalha campal já vista em um estádio paranaense.

No gramado do estádio, nas arquibancadas, na rua e em diversos pontos da cidade, torcedores brigaram entre si e com policiais. Alguns dos envolvidos que são julgados nesta quinta-feira chegaram a cumprir prisão preventiva no Centro de Triagem de Piraguara, na Região Metropolitana de Curitiba, mas foram liberados seis meses depois.

O Tribunal de Júri é composto por sete jurados – seis homens e uma mulher – e a audiência é presidida pelo juiz Tiago Flores Carvalho. O julgamento, que estava previsto para às 9h, mas começou com atraso, pode acabar só na sexta-feira.