A Polícia Civil está investigando um ataque com ácido contra um homossexual, em Curitiba. O caso ocorreu na noite de domingo (14), na Rua Alberto Bolliger, no bairro Juvevê. A vítima, um vendedor de 40 anos, teve queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus e segue internada no Hospital Evangélico. Esse é o segundo caso de homofobia que veio a público na capital no último mês.

Amigo da vítima, o empresário Marcos Vinícius Ferreira dos Santos, 47, relata que ela havia saído para comprar um lanche quando, na volta para casa, foi abordada na rua por um rapaz. “Ele anunciou um assalto, pediu o celular e chamou meu amigo de ‘viado’. Depois, jogou ácido nele e fugiu sem levar nada”, diz.

O homem foi socorrido por um casal, que chamou a polícia e o serviço de emergência. Na sequência, ele foi encaminhado ao Hospital Evangélico. “Ele sofreu muitas queimaduras, principalmente na parte do tórax. Está correndo o risco de perder a visão de um olho também. Foi um crime muito bárbaro o que fizeram e gratuitamente”, assinala Santos.

De acordo com ele, o caso foi encaminhado ao Setor de Vulneráveis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Santos também fez uma carta ao prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), para relatar o ocorrido na cidade e deve levar a situação ainda à ong Grupo Dignidade, que trabalha na promoção da cidadania LGBT, e ao Ministério Público. “As autoridades precisam ter conhecimento sobre o que acontece em Curitiba. As pessoas não podem ser tratadas com diferença. Homofobia existe sim e não tem nada que justifique isso. Às vezes, não tomamos consciência porque não acontece perto da gente”, lamenta.

Conforme a Polícia Civil, o caso está sendo tratado como crime de ódio. Um inquérito policial já foi instaurado e testemunhas estão sendo ouvidas pelo delegado responsável. A polícia ainda não tem informações sobre que substância foi jogada contra a vítima.