Um seminário a ser realizado nesta quinta-feira em Apucarana, no Norte do Paraná, vai envolver os empresários da cadeia produtiva de bonés da região. A meta é somar esforços na busca da competitividade do setor dentro Brasil e no exterior. A iniciativa é da Secretaria Estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Sistema Fiep, IEL e Sebrae e tem como objetivo estimular a adesão e a cooperação do setor empresarial local com o programa de Arranjos Produtivos Locais (APLs).

São esperados cerca de 300 convidados entre autoridades e empresários. A idéia é apresentar aos empresários do setor as estratégias de trabalho definidas pelo governo do Estado e as ações que já foram iniciadas dentro do programa de APL de Apucarana. Serão apresentados os seis programas definidos pelo grupo gestor do APL, os quais serão trabalhados pelas entidades parceiras nas áreas de qualificação da competência gerencial, comunicação e marketing, mercado, rede de serviços e cooperação, crédito orientado e serviços, além de qualidade e criatividade.

APL

Uma cidade é identificada como um pólo de Arranjo Produtivo Local quando várias empresas de um mesmo segmento, que apresentam especializações produtivas e mantêm vínculos de articulação, se unem para promover ações que garantam o aumento de competitividade, produtividade e lucratividade do setor.

Em Apucarana, o programa vem sendo desenvolvido desde outubro de 2003. Desde então, já foram realizadas 30 reuniões nas quais foi criado o grupo gestor e estruturado um plano de ações que devem ser iniciadas ainda neste ano.

Para o superintendente do Sebrae/PR, Hélio Cadore, o APL é uma forma de as empresas buscarem competitividade nos mercados nacional e internacional. Ele ressalta a importância da participação dos empresários nas ações. “Nós acreditamos muito no APL de Apucarana porque ele cumpre um requisito básico para o sucesso: os empresários são os atores principais no comitê gestor”, afirma.

Capital do Boné

Conhecida desde a década de 90 como a “capital nacional do boné”, Apucarana produz em média 4 milhões de unidades por mês, o que corresponde a 50% da produção nacional. O APL já conta com um grupo gestor com 22 participantes locais, incluindo associações, instituições financeiras e universidades. O governo do Paraná é representado também pela Secretaria do Planejamento.

O principal objetivo do arranjo é promover as exportações, que ainda são pequenas. Nos últimos dois anos, foram exportados cerca de 640 mil bonés. “A expectativa dos fabricantes é de que, até 2008, 10% da produção seja vendida para o mercado externo.

As cerca de 200 empresas do setor na cidade estão sendo convidadas a se envolver no negócio que empregam 3 mil funcionários diretos e contam com um faturamento mensal de cerca de R$ 10 milhões”, afirma o secretário Luis Mussi.

Para o empresário do setor de bonés e membro do comitê gestor, Jayme Leonel, as ações articuladas pelo comitê gestor serão essenciais para a difusão tanto do modelo de APL quanto do setor de bonés da cidade. “Nosso objetivo é ganhar competitividade, contribuir para a geração de renda e emprego e, ainda, profissionalizar cada vez mais a produção”, ressalta.

Para Jerson Cavalieri, empresário há três anos no setor, e participante do grupo gestor do APL, a busca de representatividade do segmento é o que vai fazer a grande diferença no médio prazo. “Quanto mais representativo, mais força teremos. Trabalhando com a visão de expandir o setor, todos terão acesso a informações, pesquisas, novos mercados, divulgação, entre outros benefícios muitas vezes impossíveis de serem conquistados individualmente”, avalia.