Os senadores do PFL, reunidos há pouco, não chegaram a um acordo para acabar com a crise no partido, provocada pelo jantar de pefelistas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que culminou no pedido de expulsão do senador Antônio Carlos Magalhães (BA). A idéia de um grupo de senadores é que a direção nacional do partido retire o pedido de expulsão mas ainda não houve definição por parte do presidente do partido, Jorge Bornhausen.

Ele alegou que o pedido foi feito por um deputado e que essa negociação teria que passar pelo deputado. “Queremos por panos quentes”, afirmou o senador Demóstenes Torres (GO), para quem é preciso, ao mesmo tempo, apoiar a conduta de Bornhausen – para não enfraquecer o presidente do partido – e evitar a expulsão de ACM. Demóstenes acha que diante do impasse a saída é agir com calma e esperar a poeira baixar.

“O processo está muito emocional”, disse. O líder do PFL José Agripino, disse que as conversas estão inconclusas e que a fotografia do presidente Lula com o pefelistas comprometeu a identidade do partido. “Vamos buscar uma solução palatável mas é inegociável a manutenção da identidade do PFL. O PFL terá que fazer uma opção entre o seu tamanho e a sua identidade”, disse.