A greve dos servidores da Justiça do Estado de São Paulo completa 87 dias. Nesta quarta-feira, a categoria rejeitou os 14,58 % de reajuste salarial, feita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Os servidores pedem 26,39 % de reajuste. De acordo com o comando de greve, cerca de 75 % dos 43 mil trabalhadores estão parados em todo o Estado.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo distribuiu nota à imprensa lamentando a continuidade da greve. Segundo o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges, a entidade vai continuar a mobilização junto ao Tribunal de Justiça com objetivo de ?encontrar uma saída conciliatória?.

Segundo levantamento da OAB-SP, a Justiça parou todos os trabalhos em 16 cidades, entre elas, grandes fóruns, como o de Ribeirão Preto. Mais de 12 milhões de processos estão parados, 1,2 milhão de processos represados e cerca de 450 mil audiências que não se realizaram em todo o Estado.

Segundo a entidade, a paralisação do Judiciário causa problemas para pessoas que estão sem receber indenizações, ou pensões alimentícias, negócios que não foram fechados por falta de certidões. Ela informa também que 1.500 presos que cumpriram pena também não foram libertados.

A OAB-SP vai promover na próxima segunda-feira, na Praça da Sé, às 10 horas, ato público que vai contar com entidades representativas da sociedade civil contra a paralisação do Judiciário.