O setor público apresentou em março um déficit nominal de R$ 6 778 bilhões nas suas contas, de acordo com dados divulgados hoje pelo Departamento Econômico do Banco Central. Esse resultado é decorrente de uma despesa com juros no mês de R$ 13,916 bilhões.

Em março de 2006, as contas do setor público apresentaram um superávit nominal de R$ 286 milhões. Naquele mês o superávit primário de R$ 13,186 bilhões foi suficiente para cobrir os gastos com juros nominais, que somaram, na época, R$ 12, 899 bilhões.

Em março deste ano, no entanto, o superávit primário de R$ 7,138 bilhões não foi suficiente para bancar as despesas com juros de R$ 13,916 bilhões, gerando um déficit nominal elevado de R$ 6 778 bilhões. De acordo com a nota do Depec, as despesas com juros subiram de fevereiro (R$ 11,009 bilhões) para março em função do maior número de dias úteis no mês passado e também pelo efeito da variação da taxa de câmbio sobre os ativos atrelados ao dólar. No ano, as despesas com juros somam R$ 38,851 bilhões, valor abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2006, de R$ 44,175 bilhões.

Nos primeiros três meses de 2007, o déficit nominal das contas do setor público soma R$ 11,577 bilhões, o equivalente a 1,99% do PIB. Esse resultado representa menos da metade do déficit nominal de janeiro a março de 2006: R$ 23,194 bilhões, ou 4,30% do PIB.

No período acumulado de 12 meses encerrados em março, o déficit nominal das contas do setor público subiu para R$ 58,266 bilhões (2,46% do PIB). Até fevereiro, o déficit nominal em 12 meses estava em R$ 51,201 bilhões, ou 2,18% do PIB. As despesas com juros em 12 meses até março somam R$ 154,703 bilhões.